#ForaSarney

Ontem, como Einstein disse, fomos ao Fora Sarney de São Paulo.

Como dizia um personagem esquecido dos X-MEN, “é tudo muito interessante, mas é difícil mudar”…

Pois é. Contando por cima, acredito que tivesse umas 500 pessoas. De 14 à 60 anos, com certeza. Inclusive, os mais velhos eram os que faziam tudo com mais “propriedade”, ou pelo menos, os que se destacavam com mais serenidade.

O grito de guerra mais comum foi o simples e direto: “Fora Sarney!”.

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Mas a popularidade do primeiro, não excluiu a possibilidade de manifestação criativa das pessoas. Logo no começo, destacaram dois gritos: “Sarney! Desapareça! Os estudantes estão querendo sua cabeça!” e o menos improvável: “Sarney! Ladrão! Liberta o Maranhão!”. Este último muito querido pelos mais velhos, que estufavam o peito na palavra “Maranhão”!

Mas o hit de sucesso mesmo foi “Hey! Sarney! Vai tomar no ânus!”(não necessariamente com essas palavras…).

Uma coisa interessante, é que durante todo o protesto, os carros que passavam buzinavam positivamente e manifestavam-se a favor do movimento. Mas nenhum parou para participar…

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Quando a manifestação parou duas pistas da Av. Paulista, a polícia entrou em ação. E aí, novamente, a mensagem veio ecoada pela massa: “Aqui não tem bandido! O povo está unido”, ou o mais conciso e direto: “Polícia pro Sarney!”.

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Quando a polícia começou a interferir negativamente na manifestação, começou a “passeata”, que no seu momento mais “emocionante”, cercou o Túnel Antônio Bias e entoou o Hino Nacional(por sorte, a Vanuza não estava por lá, e consequentemente, não houve erros durante a cantoria…).

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Já na volta ao Masp, talvez para descansar, um novo grito foi entoado: “Chão, chão, chão! Contra a corrupção!”.

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Conclusão: Tudo muito interessante. Mas são poucas pessoas. Talvez um número 10x maior de pessoas, fizesse alguma diferença. Gosto muito de uma frase, e vou citá-la para concluir: “O que me preocupa não é o grito dos maus, e sim o silêncio dos bons.”¬¬

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Talvez 5.000 pessoas chamasse a atenção necessária...

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Sobre o autor

Sr. Freud, ou Raphael Calmeto, como preferirem, tem 20 anos, nasceu em São Paulo/SP e nunca acreditou em Papai Noel. Também nunca gostou da Xuxa. Cursou 1 semestre de Sistemas de Informação, não pelos sistemas, e sim pelas informações. Hoje estuda História, onde finalmente achou semelhantes igualmente malucos. Gosta de ler, ouvir músicas e tocar teclado. A uns 4 anos, trocou a televisão pelos podcasts. Tem orkut, twitter, blog, messenger, skype, facebook, etc… Mas acha que esse negócio de internet inútil…