
Os deputados da Assembléia Legislativa da Paraíba agora devem, antes de cada sessão, passar cinco minutos refletindo sobre a Bíblia.
O deputado Nivaldo Manoel (PPS), evangélico e autor da proposta, acredita que a palavra de Deus ajudará a melhorar os ânimos dos colegas para enfrentar os problemas no plenário, o mesmo deputado já havia aprovado antes um projeto para que todas as sessões fossem abertas em nome de Deus e iniciadas com a leitura de um versículo bíblico.
O deputado disse ainda que se sentirá “como se estivesse no púlpito de uma igreja” e calcula que serão usados sete minutos de cada sessão para leitura e reflexão sobre a Bíblia – feitos por ele mesmo – assim que o projeto, aprovado por unanimidade, for publicado no “Diário Oficial” da Casa.
A princípio nada contra o fato das sessões serem abertas desse modo, tendo em vista que o projeto foi aprovado por unanimidade, como já dito, o problema é que o Brasil é um país laico.
Mas o que seria um país laico? O laicismo é uma doutrina que defende a separação entre o Estado e a religião, assim como a neutralidade do Estado em matéria religiosa, ou seja, o Estado deve funcionar sem a interferência de nenhuma religião, principalmente em virtude de nossa diversidade cultural e, conseqüentemente, religiosa.
Todos nos lembramos dos tempos negros da interferência e, por que não dizer, do poder devastador que a igreja detinha até pouco tempo, em matéria histórica, e daí adveio a previsão constitucional da não intervenção dessas duas esferas uma na outra.
O principal problema, no entanto, é que a inserção cada vez mais freqüente de assuntos que nada têm a ver com o legislativo neste meio acarreta a morosidade para outros projetos que tentam trazer realmente matéria de direito e justiça.
Logo, essa lei é inconstitucional, pois devemos nos lembrar que o mandato desses deputados termina e a lei continuará valendo obrigando futuros deputados a participar desse momento “IURD” no ambiente de trabalho.
Será que o tratamento continuará equânime para com as demais religiões quando projetos destas passarem pelo crivo dessa Assembléia legislativa? Ou deveria dizer Assembléia de Deus?
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Mesmo que se faça um oração no inicio de cada sessão, dificilmente os políticos do país melhorarão suas condutas.
Cada um deve ficar em seu lugar, estado e religião separados!
Esta lei demonstra mais uma vez que nossos políticos pouco se preocupam com o povo brasileiro ou será que eles rezam por nós??? ¬¬
Que Deus nos ajude!
Ai ai… Isso é absolutamente ridículo. Nós brasileiros, e principalmente o povo paraibano nesse caso, pagamos impostos altíssimos e e 60% deles são destinado às folhas de pagamentos dos funcionários públicos, dentre eles, os nobres deputados citados.
É um absurdo estarmos bancando um “culto”, quando na verdade, esperamos que o legislativo trabalhe por nós…
Lamentável…¬¬
Muito bom, texto Niethahausuhche! O problema não está no culto em si, claro – cada um pode fazer o seu culto individualmente ou coletivo, mas EM CASA ou na IGREJA. Lugar de trabalho, é lugar de trabalho e pronto. Imagine se um grupo de vereadores adéptos à teoria de que uma boa dose de adrenalina faz melhorar o desempenho no seu ‘arduo trabalho’, e se para obter tal resultado eles resovem então construir uma montanha russa. O que eles irão fazer? Montar um parque de diversões dentro das Assembléias? ¬¬
Ninguém falou nada porque são 10 minutinhos separados pra bíblia, se os deputados separassem 10 minutos para uma gira o céus estariam desabando em brasília.