Dilma Rousseff ganhará a eleição

Todos que já leram outros artigos meus, ou ouviram meus comentários nos podcasts, sabem que sempre disse que Serra ganharia esta eleição. E nunca disse isso sem embasamento. Quando dizia, fazia clara alusão às pesquisas. Que apesar de não concordar com o método de execução das mesmas, historicamente ficou provado que elas erram muito pouco. Principalmente quando se trata do principal cargo eletivo do país: O Presidente da República. Pois bem. Acabo de mudar de ideia. Novamente, com base nas pesquisas.

Tivemos neste fim de semana, a divulgação dos resultados dos dois principais institutos de pesquisas, o Datafolha e o IBOPE, referentes às eleições para presidente da república. O Datafolha coloca os candidatos Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva, com 41%, 33% e 10%, respectivamente. Já o IBOPE, deixou Dilma com 43%, Serra com 32% e Marina com 8%.

Obviamente, enquanto os petistas dão pulinhos de alegria, os tucanos devem estar arrancando os cabelos até de José Serra, que não têm.

Toda essa reviravolta (José Serra era favorito com larga vantagem no início das pré-candidaturas) se deu antes de iniciar o Horário Eleitoral Gratuito. Horário Eleitoral este, que já começará com Dilma na dianteira.

Quem será o âncora dessa dianteira petista? Engana-se quem apostou na candidata. Ponto para quem apostou em Lula! O presidente usará da sua irrefutável aprovação e popularidade para angariar ainda mais imagem de Dilma e assim, quiçá, conquistar uma vitória em primeiro turno. Aprendi uma coisa desde que comecei a estudar a política: Nunca duvide do Lula. Que venham os espertinhos dizerem que ele é analfabeto, não sabe falar, não tem um dedo, etc. Tudo irrelevante. O fato é que quando se trata de política, ele é um mestre.

Mensalão? É contornável. Sarney? MiGuXXoo! Crise? Marolinha. Irã? Paz & Amor. Eleições? Lula decide.

Considerado um dos partidos mais reacionários do Brasil quando estavam na oposição, o PT é o que é hoje graças à Lula. Se não fosse o presidente, o partido não resistiria à crise do mensalão. Hoje, é um partido centralizador, muito diferente daquele que colocou um operário no Palácio do Planalto. Graças à Lula.

A própria candidatura de Dilma Rousseff não era aceita dentro do partido, não obstante, bastou Lula apontar o dedo e decidir. Não teve como negar, a dívida é muito grande. E queiram ou não, o partido é hoje gigantesco e bem quisto, graças à Lula.

A esperança dos tucanos sempre foi que o presidente Lula não conseguisse “transferir” a popularidade à Dilma Rousseff. A minha também. Não por preferir um partido outro, mas porque preso a importância do debate de ideias. Se Eymael tivesse as melhores propostas e ideias, devia ser eleito. Se fosse a Marina, idem. Dilma e Serra, a mesma coisa.

Entretanto, não é o que temos. O que temos é aquela “intelectualização” do jeitinho brasileiro. Mais conhecido como QI = Quem Indica. E se quem indica é uma pessoa popular, com maioria, não há debate político que resista.

Política não é uma ciência exata. Estatística também não. Mas a margem de erro é pequena demais para o meu pessimismo levar a sério. Portanto, me desculpem os mais otimistas, que creem nas pesquisas apenas como pesquisas. Mas a não ser que tenhamos escândalos daqueles bem cabeludos para mexer nesses números, a eleição já está decidida, infelizmente.¬¬

Referências: [Datafolha e IBOPE]

Falando nisso…

Sobre o autor

Sr. Freud, ou Raphael Calmeto, como preferirem, tem 21 anos, nasceu em São Paulo/SP e nunca acreditou em Papai Noel. Também nunca gostou da Xuxa. Cursou um semestre de Sistemas de Informação, não pelos sistemas, e sim pelas informações. Hoje estuda História, onde finalmente achou semelhantes igualmente malucos. Gosta de ler, ouvir músicas, tocar teclado e bater bapo. Há 5 anos, trocou a televisão pelos podcasts. Tem twitter, facebook, skoob, skype, tumblr, etc… Mas acha que esse negócio de internet inútil…