Eleições 2010

O Brasil foi eliminado da copa, não foi só desta vez, mas somos brasileiros. Temos dentro do peito a emoção de ser torcedor, e não vamos baixar a cabeça, pois temos que renovar as energias, a magia. Que desejo aproximado da alucinação. Fico espantado, ou admirado, é melhor a perplexidade em relação ao nosso povo.

Como as pessoas crescem aceitando sem discutir os papeis sociais que lhe são atribuídos, sem jamais questionar seu valor e seu porque, como se tudo fosse parte da ordem natural e inevitável das coisas. Mas o atavismo político é grotesco e chulo, nosso eleitorado explana a vergonha! Quando chega ano eleitoral a mortandade epidêmica é altíssima, pois temos vários níveis, os que não têm consciência alguma e os que têm consciência política, como é o caso do Negação Lógica, e seus assíduos leitores e ouvintes. O engraçado é quem somos nós para julgar algo, nós votamos nos mesmos políticos que uma pessoa sem condições mentais.

Diante dessas colocações a contristação do ciclo natural é mortal, emergir no sistema sendo um número (titulo de eleitor), nascer nas eleições (votar) e crescer (resultado) é o projeto de um país democrático.

A matéria física do povo é a cólera da consciência política que produz anulação do voto, e resulta na insanidade de uma gestão fraca e fragmentada de poder. Por isso em verdade eu digo a todos que vão de encontro para as eleições, eu sinto a vergonha de votar, eu vejo o hecatombe nas urnas…

Falando nisso…

Sobre o autor

Pastor Goethe reconhecido na sociedade como Carlos Monteiro, 28 anos, nasceu em São Paulo/SP. Como um homem sentimental, chora em demasia quando lê uma bela “elegia”. É graduado em História e adora contar historinhas de terror para as criancinhas indefesas! Gosta de ler textos construtivos, ouvir musicas que transgridam a essência da alma, e sua fraqueza são os games. Trabalha também com artes cênicas, onde busca a plenitude da concepção da verdade. Por mais difícil que seja, está tendo bons resultados. Tornou-se estrangulador das ideologias vigentes, principalmente àquela das massas, clama o fim do comodismo que empobrece a alma humana…