
Durante este ano de 2010, muito se discutiu com relação à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, Pará. Após a batalha judicial que aconteceu entre os meses de abril e maio, que teve com vencedor o governo, já tinha se escolhido qual seria o consórcio responsável pela construção do Empreendimento.
O consórcio Norte Energia (encabeçado principalmente pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, Chesf, que é subsidiária da Eletrobras) reúne diversas empresas privadas e algumas estatais. A Norte Energia poderá explorar(vejam que essa palavra não foi inventada por mim) a hidrelétrica por 35 anos. Depois, é tudo nosso. Do povo. Do governo. Do Estado.
O problema, é que todos os estudos, da Unicamp, da USP, da UnB – não preciso nem explicar a relevância destas universidades – mostram que é uma obra inviável. Estes mesmos estudos, deixam claro que após concluída, esta hidrelétrica será, proporcionalmente, a mais cara e menos produtiva do Brasil. Isso acreditando, é claro, que o custo total não passe dos 20 bilhões estimados. O que, tratando-se do Brasil, fica difícil de acreditarmos.
Outro detalhe relevante é provavelmente 80% da obra será financiada pelo BNDES. Ou seja, por nós. Sendo que até a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que é a responsável por checar toda a parte ambiental, de estruturação, para que não hajam abusos nem danos aos meio ambiente, está sob suspeita. Pois aprovou o projeto mesmo com os maiores especialistas do Brasil apontando as falhas.
Ontem, o presidente Lula assinou o contrato de concessão da usina, que agora, tem previsão para entrar em funcionamento em 2015.
Ou seja, o projeto avança vertiginosamente, quase já se consolidando em obras. E os opositores, têm pouco espaço para argumentar, tornando quase impossível o impedimento deste empreendimento(rimou!). O problema será os impactos ambientas só serem percebidos após a construção. Aí sim, será tarde demais. Como sempre…