É impossível falar de segurança pública, sem deixarmos transparecer um ar de insatisfação e na maioria das vezes, indignação.
Chegamos à uma situação tão crítica, tão absurda, em que somos obrigado a sair de casa com um dinheirinho já reservado para satisfazer os entretenimentos de um assaltante.
Mas isso ainda não é o suficiente. É preciso ter também ser um bom negociador e, acima de tudo, ter um equilíbrio emocional quase sobre-humano para que o criminoso em ação não ache que você está blefando e acabe levando algo mais que um pertence seu.
Na noite de ontem (segunda-feira, 10/08), a subprefeita da Lapa, Soninha Francine, foi assaltada na Rua Caio Graco, na Zona Oeste de São Paulo e, mediante a possibilidade de perder os importantes contatos da agenda de seu celular ela disse ter negociado com o assaltante perguntando quanto ele queria para não levar o telefone.
“Ele me pediu R$ 50 e eu disse que não tinha R$ 50 no bolso porque não saí para ser assaltada… Ele contou que tinha sido preso, saiu, mas que uns traficantes estavam cobrando R$ 50″, relatou Soninha.
Somente depois de uma longa conversa, ela o convenceu a levar os R$ 35 que ela tinha no bolso. O criminoso teria lhe dito que já havia roubado R$ 10 de outra pessoa e que só faltaria R$ 5 para completar os R$ 50.
A que ponto chegamos! Negociar com bandido. Isso não parece meio perigoso? Sorte da subprefeita ter apenas R$ 35 e o bandido humildemente (?!) ter se conformado com sua proposta da hábil negociadora.
Mas e se ela tivesse apenas uma nota de R$ 100?
Será que ela teria o direito de exigir o troco? … ¬¬
