PPP – Partido dos Políticos Poetas

Nossos políticos são uns verdadeiros gênios da poesia política.

Na semana passada, foram motivos de grandes repercussões no Brasil e no mundo as frases e versos (totalmente sem rimas  – claro) desses modernos artistas.

“O melhor passo para a saúde do Senado e do próprio Sarney é simbolizado neste cartão vermelho. Que ele deixe a presidência do Senado permitindo que o Senado volte aos seus trabalhos normais”.

- Por  Eduardo Suplicy ,  senador (PT-SP) em 25/08/2009.

(Seus TRABALHOS NORMAIS? Trabalho? Sei… Dentro do Senado brasileiro? )

“Vossa Excelência devia guardar esse cartão vermelho para apontar para o presidente Lula, que é o responsável por essa crise toda. E Vossa Excelência não teve coragem de apontar o vermelho. Cartão vermelho para o presidente Lula, que foi quem invadiu o campo, quem invadiu as dependências do Senado. Cartão vermelho para o presidente Lula, que deu cartão amarelo para o líder do seu partido, o [Aloizio] Mercadante”.

- Por Heráclito Fortes, senador (DEM-PI), em resposta ao ‘poeta’ Suplicy depois que pediu a renúncia de Sarney em plenário.

(Ai, ai, emocionante, esse verso)

“As duas demissões e os 12 pedidos de exonerações dos servidores que integraram a minha equipe, durante o período em que estive à frente da Receita Federal do Brasil, representam um perigoso recuo no processo de fortalecimento das Instituições de Estado do Brasil. (…)Esses colegas são pessoas sérias, cujo único pecado foi o compromisso com um projeto de uma Receita Federal independente e focada nos grandes contribuintes.”

Por Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal, 25/082009, criticando demissões de funcionários do órgão.

(se ser compromissado é um pecado, então o jeito é ser descompromissado, certo?!)

“É uma balela dizer que não estamos fiscalizando os grandes contribuintes. Há mais de 10 anos existe um programa de fiscalização de grandes contribuintes que foi reforçado ao meu comando”.

Por Guido Mantega, ministro da Fazenda.

(‘balela’?)

“A análise dos autos permite concluir que não há elementos mínimos que apontem para a uma iniciativa e menos ainda para uma ordem dele para que se fizesse uma consulta ou emissão e impressão de dados sobre a conta de Francenildo”.

Por Gilmar Mendes,  presidente do STF ao absolver o ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antônio Palocci, na quinta-feira (27/08/2009).

(claro, os ‘inocentes’ tem que ser absorvidos mesmo, não é?)

E por último, mas não menos inspirador:

“A corda sempre estoura do lado mais fraco. Sem crítica aos colegas, cada ministro votou com a sua consciência, mas foi uma decisão muito apertada. (…)Se a ação estivesse sendo julgada na primeira instância, a denúncia seria recebida com os pés nas costas. Na dúvida, a rejeição da matéria é sempre a última premissa.”

Por Marco Aurélio Mello, nesta sexta-feira (28/082009), ao comentar que a absolvição do deputado Antônio Palocci da acusação de que teria quebrado o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos.

(“a corda sempre estoura do lado mais fraco” – que comovente!)

Eles estavam mesmo numa semana inspiradora, não?

De onde será que procede tanta inspiração? ¬¬

Falando nisso…

Sobre o autor

Profº Einstein, ou Diano para os íntimos, tem 26 anos, nasceu em Macaparana/PE, mas mora na lua. É adventista por fé e artista por consequência. Estuda biomedicina na esperança de ser cientista em nanotecnologia. Dá aulas de inglês e de artes. Também trabalha no Messenger, onde é terapeuta de adolescentes nas horas vagas. Diz que tudo tem solução, e está correndo contra o tempo para achar algumas antes de 2013…