Profissão Mendigo

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Num certo dia, na ida para o meu trabalho eu fiz uma pequena pausa no caminho quando foi abordado por uma mendiga. “… Jovem, peço uma ajuda…” – disse a mulher, que vestia um casaco preto com alguns remendos. Ela também estava com uma das pernas enfaixada.

Enfim, ao ver aquela senhora de idade, com ar de desamparo e mendigando eu realmente me constrangi e resolvi ajudá-la.

Exatamente naquele dia eu saí de casa apressado e comendo umas maçãs. “…Pois não, senhora. Você aceita algumas maçãs?” – eu perguntei. “…Não, obrigado…” , ela retrucou de imediato.

“…Não aceita?! Como assim? Por que não?…” , eu a questionei, surpreso e, no meu íntimo eu já a crucificava “… A-Ha! Velhinha fanfarrona! Eu sabia! Só queria usurpar o meu suado dinheiro! Mercenária… eu sabia!”.

“…eu não posso, jovem…”, insistiu ela novamente. Aparentemente constrangida, de imediato ela sorriu timidamente para mim.

Foi então que eu pude perceber que aquela pobre senhora – de fato mendiga e necessitada – não possuía dentes o suficiente para que pudesse comer as maçãs que eu lhe havia oferecido.

Bem, geralmente, eu não costumo dar dinheiro a quem me pede alguma coisa na rua. Não é que eu seja uma pessoa insensível as necessidades alheias. Não. De modo nenhum. Eu sou como a maioria dos brasileiros que, muitas vezes tem em sua essência a boa fé de querer ajudar ao seu próximo.

No entanto, eu mudei um pouco o meu perfil de bom samaritano quando dei dinheiro para alguém que dissera estar com fome, mas na verdade o dinheiro serviu mesmo foi para alimentar o insaciável e impulsiva dependência química de um nato viciado em crack.

Quer ajudar alguém? Então ajude. Quer ajudar com dinheiro? Tudo bem, mas saiba que existem os meios certos de fazê-lo – e não é dando esmolas nas rua

E por fim eu termino dizendo que, nós não temos a obrigação de sustentarmos a miséria alheia.

Miséria e infortúnio daqueles que são de responsabilidade de um governo que aparenta estar mais interessado em sustentar o povo com migalhas de peixes podres em vez de ensiná-los a pescar… ¬¬

Falando nisso…

Sobre o autor

Profº Einstein, ou Diano para os íntimos, tem 26 anos, nasceu em Macaparana/PE, mas mora na lua. É adventista por fé e artista por consequência. Estuda biomedicina na esperança de ser cientista em nanotecnologia. Dá aulas de inglês e de artes. Também trabalha no Messenger, onde é terapeuta de adolescentes nas horas vagas. Diz que tudo tem solução, e está correndo contra o tempo para achar algumas antes de 2013…