Sorria! Você esta sendo filmado.

Um cidadão de classe média sai de sua casa para ir ao trabalho. Assim que abre a porta do elevador do prédio, uma pequena caixa preta com um olhar mecânico sem qualquer emoção esta vigiando-o. Ao chegar ao subsolo para pegar seu carro, passa sem perceber por outras duas caixas mecânicas, mas dessa são vez brancas e realizando movimentos laterais, quando sai do portão do condomínio, lá esta outra caixa olhando para seu carro de luxo. De seu condomínio até seu local de trabalho serão mais cinco câmeras, estas da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), outras duas no estacionamento do prédio uma na recepção e até uma na sala de sua equipe de trabalho.

Este fato macabro de vigilância constante não ocorre somente com pessoas de classe média e alta. Também com pessoas de classe baixa estão sob vigilância dessas caixas mecânicas. Será esta uma defesa contra a violência?

Um trabalhador comum que sai da periferia para trabalhar no centro não contará com nenhuma caixa mecânica na sua casa, porém terá uma em cada um dos dois ônibus que necessita para ir trabalhar e mais o tempo de caminhada passará por dezenas de câmeras de lojas e condomínios.

Os moradores do Estado de São Paulo terminaram o ano de 2009 monitorados por um milhão de câmeras, levando em conta os equipamentos instalados em locais como casas, condomínios, comércios e nas ruas. O dobro em relação ao ano de 2008, onde esse número era de 500 mil, segundo dados da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança). Para Marcos Menezes, diretor de comunicação da Abese, a presença das câmeras não irrita mais a população.

– As pessoas já se acostumaram com as câmeras, não têm mais a sensação de se sentirem vigiadas, reprimidas. (Marcos Menezes, entrevista ao site r7.com)

Acredito que ninguém gosta de ser vigiado constantemente e o pior é que muitas pessoas nem imaginam que estão sendo vigiadas. Parece até que somos nós os criminosos e estamos presos sofrendo uma espécie de punição, mas com liberdade assistida. Será que a vida de todos tornou-se reality show? Onde esta nossa liberdade? O pior é o sarcasmo inescrupuloso das placas que todos vemos, e todos ignoram próximos dessas caixas mecânicas de olhar frio, dizendo: Sorria! Você esta sendo filmado. ¬¬

Falando nisso…

Sobre o autor

Mestre Chaplin, também conhecido como Jefferson Paiva, tem 21 anos, nasceu em São Paulo/SP, é fã de animes e esportes, especialmente automobilismo. É muito extrovertido, tipo palhaço. Mas sério nos momentos que deve ser. Faz Ciências Sociais, adora política e discutir assuntos do tipo. Mesmo viajando na batatinha, seus ideais fazem sentindo...