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	<title>Negação Lógica &#187; politíco</title>
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		<title>Políticos. Vs. Catástrofes</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 11:12:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Onde estão os intelectuais do Brasil? O desenvolvimento? Estratégias, planos e soluções? Amontoar pessoas em abrigos, ginásios, parece ser a única opção, na verdade a mais barata. Um plano de emergência! 2011, Petrópolis, Sumidouro, Nova Friburgo, Teresópolis, sofrem com as chuvas, com as perdas, com a catástrofe. Amanhã poderá ser você! Pessoas que pagam seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2011/01/Políticos.-Vs.-Catástrofes.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-5776" src="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2011/01/Políticos.-Vs.-Catástrofes.jpg" alt="Chuvas, Rio de janeiro, são Paulo, Brasil, catástrofe, mortes, 2011, enchentes, Petrópolis, Sumidouro, Nova Friburgo, Teresópolis, enchentes, brazil, política, político, Brasil enchentes 2011, chuva, desastre natural." width="520" height="355" /></a></p>
<p>Onde estão os intelectuais do Brasil? O desenvolvimento? Estratégias, planos e soluções? Amontoar pessoas em abrigos, ginásios, parece ser a única opção, na verdade a mais barata.</p>
<p>Um plano de emergência! 2011, Petrópolis, Sumidouro, Nova Friburgo, Teresópolis, sofrem com as chuvas, com as perdas, com a catástrofe.</p>
<p><strong>Amanhã poderá ser você!</strong></p>
<p>Pessoas que pagam seus impostos, são tratadas como gado, talvez seja muito caro para o governo acomodar as famílias em hotéis.</p>
<p><strong>Foi apenas uma tragédia! Não <em>é</em> mesmo?</strong></p>
<p><strong>Está faltando dinheiro?</strong></p>
<p>Além do desespero, famílias têm de se sujeitar ao desconforto, crianças amontoadas, a dignidade confrontada com os imprevistos da vida.</p>
<p>Os políticos estão preparados para futuras catástrofes? Na verdade! Eles são a verdadeira catástrofe do Brasil.</p>
<p>Ok! Mantenham as contas e o <strong>IPTU</strong> em dia, só assim todos poderão ir para os abrigos.</p>
<p style="text-align: right">Referências: [BBC]</p>
<p style="text-align: right">Imagens: [BBC]</p>
<p><strong>Falando nisso&#8230;</strong>
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		<title>De onde me virá o socorro?</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 09:36:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>El Poirot</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A tragédia causada pelas chuvas que castigaram o Brasil em 2011 ganharam destaque internacional, a ficha caiu após assistir uma cena de resgate transmitido pela BBC, não pude conter minhas emoções ao ver uma vida salva, pois as imagens foram muito dramáticas. Muitas pessoas ficaram desabrigadas, vários sonhos foram destruídos, projetos levados pela chuva, uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2011/01/De-onde-me-virá-o-socorro.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-5745" src="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2011/01/De-onde-me-virá-o-socorro.jpg" alt="Chuvas, Rio de janeiro, são Paulo, Brasil, catástrofe, mortes, 2011, enchentes, Petrópolis, Sumidouro, Nova Friburgo, Teresópolis, enchentes, brazil, política, político, Brasil enchentes 2011, chuva, desastre natural." width="390" height="359" /></a></p>
<p>A tragédia causada pelas chuvas que castigaram o Brasil em 2011 ganharam destaque internacional, a ficha caiu após assistir uma cena de resgate transmitido pela BBC, não pude conter minhas emoções ao ver uma vida salva, pois as imagens foram muito dramáticas.</p>
<p>Muitas pessoas ficaram desabrigadas, vários sonhos foram destruídos, projetos levados pela chuva, uma verdadeira catástrofe, Petrópolis, Sumidouro, Nova Friburgo, Teresópolis onde preciosas vidas foram ceifadas.</p>
<p>Famílias que além de mantimentos, necessitam também de amor e muito carinho, pois isso é um indispensável amenizador para o terrível sentimento de perda.</p>
<p><strong>E depois? Quem será por eles?</strong></p>
<p>Normalmente o governo faz alarde, promete soluções e após algumas semanas, a vida prosseguirá normalmente com o seu roteiro.</p>
<p>Até hoje, eu nunca soube de um político nem mesmo das chamadas bancadas evangélicas retirarem uma moedinha de seus mega salários em beneficio de alguma vitima de catástrofe, cidadãos brasileiros ao qual representam.</p>
<p><strong>Para um político tragédia significa: criação de uma nova CPI ou vetar aumento de salário</strong>, políticos se dizem representantes do Brasil, mas em momentos como estes, não representam absolutamente nada.</p>
<p><strong>Please! Salvem o cachorro e deixem o político.</strong></p>
<p><object width="500" height="306"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/e/fvFOzeUQjpo"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/e/fvFOzeUQjpo" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: right">Referências: [BBC]<br />
Imagens: [BBC]</p>
<p><strong>Falando nisso&#8230;</strong>
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		<title>EUA,vídeos do pentágono expostos na internet</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 17:22:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Bradley Manning de 22 anos de idade analista de inteligência do Exército dos EUA em Bagdá foi acusado de divulgar este vídeo depois de supostamente falar com um jornalista infiel. O denunciante por de traz dos Papéis do Pentágono, Daniel Ellsberg, chamou o Sr. Manning de herói. Ele está preso no Kuwait. A equipe do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2011/01/USA-vídeos-confidenciais-expostos-na-net-c.jpg"><img class="size-full wp-image-5078 aligncenter" src="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2011/01/USA-vídeos-confidenciais-expostos-na-net-c.jpg" alt="Vídeos,confidenciais,expostos,política,mundo,EUA,guerra,conspiração,governo,terror,br,uk,Ru,cn,co,mob." width="498" height="412" /></a></p>
<p style="text-align: center">
<p><a href="http://www.bradleymanning.org/about/" target="_blank">Bradley Manning</a> de 22 anos de idade analista de inteligência do Exército dos EUA em Bagdá foi acusado de divulgar este vídeo depois de supostamente falar com um jornalista infiel. O denunciante por de traz dos Papéis do Pentágono, Daniel Ellsberg, chamou o Sr. Manning de herói.</p>
<p>Ele está preso no Kuwait. A equipe do Apache e os responsáveis  por encobrir o vídeo ainda não foram julgados. Para saber mais sobre Bradley Manning, consulte <a href="http://" target="_blank">bradleymanning.org</a>.</p>
<p>No dia 05 de abril de 2010 as 10:44 EST o <a href="http://mirror.wikileaks.info/" target="_blank">wikileaks</a> lançou um vídeo que EUA considera como: um vídeo extremamente confidencial, retratando o assassinato indiscriminado de muitos  inocentes no bairro de Nova Bagdá Iraque, incluindo dois funcionários de notícias da <a href="http://uk.reuters.com/" target="_blank">Reuters</a>.</p>
<p>Reuters vem tentando obter o vídeo através do Freedom of Information Act, sem sucesso, desde o tempo do ataque. O vídeo foi gravado de um helicóptero Apache mira, mostrando claramente o assassinato de um funcionário da Reuters e as equipes de resgate. Duas crianças envolvidas no resgate também foram gravemente feridas.</p>
<p>Neste caso particular, alguns dos mortos eram jornalistas que estavam apenas fazendo o seu trabalho: colocar suas vidas em risco, a fim de informar sobre a guerra. O Iraque é um lugar muito perigoso para os jornalistas: a partir de 2003 &#8211; 2009 139 jornalistas foram mortos enquanto realizavam seu trabalho.</p>
<p>Assistam aqui:<strong> <span style="color: #800000">Alerta!</span> </strong>O vídeo é verdadeiro, sendo assim contem imagens fortes!<br />
<strong>Versão reduzida.</strong></p>
<p><object width="500" height="306"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/e/rLqqQeveT6E"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/e/rLqqQeveT6E" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span style="color: #ffffff">__________________________________________________________________________________</span></p>
<p><strong>O vídeo inteiro.</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.collateralmurder.com/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-5087  aligncenter" src="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2011/01/video-2.jpg" alt="" width="452" height="377" /></a></p>
<p><span style="color: #800000"><strong> </strong></span></p>
<p>Aqui o link para fazer o download do site do Wikileaks clique <a href="http://mirror.wikileaks.info/wiki/WikiLeaks_to_reveal_Pentagon_murder-coverup___army_airstrike_video,_5_Apr_2010,_9am/" target="_blank">aqui:</a><strong>Falando nisso&#8230;</strong>
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		<title>Lula! Sua despedida e suas ladainhas.</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 12:15:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Acho muito engraçado o discurso emocionado e heroico sugiro que vocês assistam antes ao vídeo clique aqui.  Um cidadão que foi pago para exercer suas funções, resumindo, pago para não roubar!  Ele se vangloria de seu governo e de projetos que ele teve obrigação de exercer, ora! Se não o fizesse seria apenas mais um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2010/12/Lula-Sua-despedida-e-suas-ladainhas..jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5005" src="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2010/12/Lula-Sua-despedida-e-suas-ladainhas..jpg" alt="" width="500" height="302" /></a></p>
<p>Acho muito engraçado o discurso emocionado e heroico sugiro que vocês assistam antes ao vídeo <a href="http://negacaologica.com/2010/12/pronunciamento-final/" target="_blank">clique aqui</a>.  Um cidadão que foi pago para exercer suas funções, resumindo, pago para não roubar!  Ele se vangloria de seu governo e de projetos que ele teve obrigação de exercer, ora! Se não o fizesse seria apenas mais um dos vários ladrões que governaram o Brasil.</p>
<p>O dinheiro que ele administrou é do povo brasileiro, se esqueceram? Assim é fácil, tanto dinheiro que mesmo roubando e investindo indevidamente, ainda sobra muito!  É tanto dinheiro que da até para treinar de ser presidente com ele.</p>
<p>Ele deveria se despedir? Ou prestar contas?  Poderia muito bem deixar a musica hollywoodiana de fundo no mute.  O Brasil é dono de muitos recursos naturais,  é isso que  faz do Brasil uma potência econômica.</p>
<p>O ex-presidente cobrou uma administração mais severa e eficiente, isso eu concordo, mas o que não falta no Brasil são pessoas querendo trabalhar, muita gente com garra e esperança, simplesmente pararam de roubar um pouco do dinheiro do brasileiro e começaram a investir no povo.</p>
<p>Mas isso não fez do lula um excelente presidente, ele e seus inúmeros assessores fizeram apenas o que deveria ser feito pelo brasileiro e pelo Brasil, simplesmente demonstraram um pouco mais de respeito!  Ainda fica devendo os inúmeros escândalos leia o <a href="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/politica/pt-os-escandalos-mancham-a-historia-da-legenda/" target="_blank">artigo</a>, envolvendo o seu partido o PT, e suas desculpas, sempre as mesmas, como: eu não sei, eu não vi nada!</p>
<p>Fechou o seu governo massacrando o sistema de educação, criando o método de escolas para formação de semi-analfabetos, um enorme pasto onde um boi não pode parar uma boiada, com certeza! Eu nunca irei esquecer esse grande e fofinho presidente!</p>
<p style="text-align: left">Que ladainha, então quer dizer que diminuíram o desmatamento na Amazônia!? Uma pergunta!  E o tráfico de água?</p>
<p style="text-align: left"><a href="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2010/12/trafico-de-agua.jpg"><img class="size-full wp-image-5007  aligncenter" src="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2010/12/trafico-de-agua.jpg" alt="" width="308" height="312" /></a></p>
<p style="text-align: left">Leia o artigo <a href="http://www.portaldomeioambiente.org.br/denuncias/3219-navios-tanque-traficam-agua-de-rios-da-amazonia.html" target="_blank">clique aqui</a>, com inúmeras matérias. E o tráfico de diamantes? Leia o artigo <a href="http://www.noticiaro.com/mostrar.asp?id_conteudo=1484" target="_blank">clique aqui</a>. Parece piada sem graça! ¬¬  Até nossa água!</p>
<p><strong>Falando nisso&#8230;</strong>
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		<title>Político bom é político morto!</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Dec 2010 05:17:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sr. Freud</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4941" title="politico-bom-morto" src="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2010/12/politico-bom-morto.jpg" alt="" width="375" height="265" /></p>
<p>Calma, calma. Não criemos pânico. Não foi bem isso que eu disse. Quer dizer, na verdade foi. Mas não é isso que você está pensando&#8230;</p>
<p>Tá bom, na verdade é.</p>
<p>Esses dias nosso amigo <strong>Mestre Chaplin</strong> tuitou a seguinte frase: “<em>É engraçado como depois da morte todos somos bons e justos, até mesmo para os políticos.</em>”</p>
<p>Ele se referia ao falecido ex-governador do Estado de São Paulo, Orestes Quércia, que falecera naquele dia. E com o ocorrido, choveu na imprensa matérias que ressaltavam as peripécias positivas e qualidades invejáveis de Quércia, um político exemplar e justo, sempre fiel ao seu povo&#8230;</p>
<p>&#8230;Ops! Como eu disse? Político exemplar e justo? Fiel ao seu povo? Orestes Quércia!? Aos com memória mais fraca, vejam <a href="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/politica/orestes-quercia-poder-no-pmdb-e-a-marca-da-corrupcao/" target="_blank">este artigo</a> de Carolina da Gama, que lembra como Quércia se tornou o político mais rico do país, às custas do povo.</p>
<p>Pouco antes, tivemos a morte de Romeu Tuma. Outra figurinha carimbada. Esse, além de corrupto, foi responsável por barbaridades cometidas pelo Dops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social), o principal órgão responsável pela tortura no período do regime militar. Mas depois de morto, virou santo. Não vi um editorial sequer, que citasse seus crimes. Nem mesmo que criticasse sua posição durante a ditadura. Nada. Temos que lamentar sua morte. Só isso.</p>
<p>Viram como meu título não foi tão maldoso? O que eu quis dizer foi isso. Que quando o político está vivo, ele pode até ser ruim. Mas depois que morre, vira santo. Acho que até Maluf, Sarney &amp; CIA serão canonizados depois de mortos&#8230; Por quê? Porque político bom é político morto.¬¬<strong>Falando nisso&#8230;</strong>
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		<title>Lula, o Animal Político</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 12:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sr. Freud</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último dia 11, a revista IstoÉ Independente, assustou com o presidente Lula na capa. Não pelo fato dele estar na capa, afinal, isso é absolutamente comum, quando se trata do presidente da república. A grande surpresa foi o viés da entrevista. Talvez pela primeira vez, o presidente falou com franqueza de assuntos importantes, como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3624" title="lula-entrevista-istoé" src="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2010/08/lula-entrevista-istoé.jpg" alt="" width="500" height="315" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3626" title="capa-istoé" src="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2010/08/capa-istoé.jpg" alt="" width="130" height="169" />No último dia 11, a revista IstoÉ Independente, assustou com o presidente Lula na capa. Não pelo fato dele estar na capa, afinal, isso é absolutamente comum, quando se trata do presidente da república. A grande surpresa foi o viés da entrevista. Talvez pela primeira vez, o presidente falou com franqueza de assuntos importantes, como o que fará após sair do governo, como foi a negociação com o Irã, o que espera do futuro presidente e outras coisas mais.</p>
<p>Ao invés de comentar os nuances da entrevista, é melhor vocês mesmos lerem. É relativamente longa, mas com certeza vale a pena. Para ler na íntegra, clique no link abaixo, ou visite o site da IstoÉ.</p>
<p><a style="display:none;" id="ddetlink1046618317" href="javascript:expand(document.getElementById('ddet1046618317'))">Leia a entrevista completa do Presidente Lula</a>
<div class="ddet_div" id="ddet1046618317"><script language="JavaScript" type="text/javascript">expand(document.getElementById('ddet1046618317'));expand(document.getElementById('ddetlink1046618317'))</script></p>
<p>Antes de iniciar a conversa com ISTOÉ, o  presidente Lula mostrou que   estava disposto a dar uma entrevista  reveladora. “Vamos combinar o   seguinte: podem fazer qualquer pergunta,  por mais inconveniente que   pareça”, disse ele ao ocupar a cabeceira da  comprida mesa de reuniões   no seu gabinete improvisado no Centro Cultural  Banco do Brasil. “Vamos   adotar o seguinte: é probido proibir”, afirmou.</p>
<p>E assim foi. Animado, coloquial e  bem-humorado, Lula falou por quase   duas horas com a equipe de ISTOÉ, sem  recusar nenhum tema proposto.  Em  dois momentos mostrou um especial  estado de espírito. Primeiro um   largo sorriso quando recebeu de um  assessor, durante a entrevista, os   dados da última pesquisa Sensus/Ibope  que dava 10% de vantagem à sua   candidata Dilma Rousseff sobre o  oposicionista José Serra. Pouco   depois, o presidente ficaria com o olhos  marejados quando falava dos   principais legados que julga deixar para o  País: “Hoje os pobres sabem   que podem chegar lá.”</p>
<p><em>ISTOÉ – O sr. deixa o Planalto como o  presidente mais popular da   história do País. Como pensa em administrar  esse patrimônio depois de   sair do governo?<br />
</em><strong>Luiz Inácio Lula da Silva </strong>– O meu medo é tomar uma    atitude precipitada sobre o que eu vou fazer. Montar alguma coisa e    depois de seis meses descobrir que não era aquilo. Então, eu acho que    alguém que deixa o mandato, como vou deixar, numa situação graças a  Deus   muito confortável, tem que dar um tempo de maturação. Preciso de  um   tempo, quem sabe quatro, cinco, seis meses. Tem que deixar a Dilma    construir um governo que seja a cara dela, do jeito dela, e eu ficarei    no meu canto, curtindo o fato de ser um ex-presidente da República.</p>
<p><em>ISTOÉ – Isso é possível, presidente?<br />
</em><strong>Lula </strong>– O Felipe González (ex-primeiro-ministro da    Espanha) contou-me uma história que eu faço questão de repetir.    Ex-presidente é que nem aquele vaso chinês que você ganha de presente.    Você não sabe onde colocar o ex-presidente. Ele passa a ser incômodo se    não se tocar que é um ex-presidente. Essa é a parte mais séria da    história. Quero dar um tempo maior. O que eu pretendo fazer? O acúmulo    de acertos nas políticas sociais que nós tivemos no Brasil precisa ser    socializado. Eu quero socializar essas políticas com os países da    América do Sul, do Caribe, com os países africanos. Eu já tenho muitos    convites de países africanos para ir lá e mostrar a ideia e o que nós    fizemos. Mas é para ir lá com tempo, para ir a campo.</p>
<p><em>ISTOÉ – O sr. fará as caravanas internacionais, então?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Eu não sei se serão as caravanas como as    que eu fazia aqui no Brasil. Mas pretendo construir uma equipe de    companheiros que acumularam oito anos de experiência no governo e 30    anos de experiência enquanto oposição, para que a gente tente colocar em    prática, junto aos governantes dos países mais pobres, as condições  de   eles terem uma política de desenvolvimento social.</p>
<p><em>ISTOÉ – É preciso ter um cargo para isso, como o de presidente do Banco Mundial?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Não. É só a vontade política.</p>
<p><em>ISTOÉ – Mas vários governantes falam de seu nome para ocupar um organismo internacional multilateral. O que o sr. acha disso?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Tenho companheiros que falam, olha Lula    você vai para a ONU. Eu tenho uma ideia diferente. Acho que a ONU é uma    instituição que tem que ser dirigida por um burocrata, que tenha a    consciência de que ela é subordinada aos presidentes dos países. Porque    se você coloca alguém lá, que, por coincidência, tenha mais força que    alguns presidentes, haverá, no mínimo, uma anomalia. Você fica com uma    instituição criada para servir os países com gente mandando mais.    Imagine se a moda pega e os ex-presidentes americanos resolvem ser    secretário-geral da ONU.</p>
<p><em>ISTOÉ – Mas o sr. recusaria um convite nessa direção?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Eu recusaria. Recusaria essa coisa de Banco    Mundial. Eu tenho consciência do seguinte: tenho 64 anos e quando    deixar a Presidência vou ter 65 anos, logo ainda tenho uma contribuição    política para dar ao País. Eu sonho com a construção de uma frente   ampla  no Brasil. Juntar as forças políticas aqui, construir um programa    comum, fazer a reforma partidária, que acho que é uma condição sine   qua  non para a gente poder mudar em definitivo o Brasil. Temos que   fazer a  reforma partidária. Isso não é coisa de presidente da   República. Isso é  coisa dos partidos políticos. E eu, de fora, pretendo   ajudar o meu  partido a organizar os outros partidos em torno da ideia   da reforma  política.</p>
<p><em>ISTOÉ – O projeto de um instituto para irradiar essas ideias também está em curso?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Também está em conta. Mas agora estou com a    minha cabeça voltada para o seguinte: tenho mais cinco meses de    governo. Tem muita coisa para acontecer, e sabe do que eu tenho medo? Eu    sou muito amante do futebol e o que eu jamais faria como técnico é    marcar um gol, correr para a retranca e ficar esperando o adversário vir    para cima de mim. Então, tenho muito trabalho pela frente. Quero    trabalhar até o dia 31 de dezembro. Tenho agenda até o dia 29 de    dezembro, tenho agenda no dia 28 de dezembro, eu quero ter agenda até o    último dia de trabalho. No dia que eu entregar a faixa para quem for    eleito presidente da República, aí sim…</p>
<p><em>ISTOÉ – Presidente, pelas pesquisas  atuais, há uma grande chance   de o sr. entregar a faixa para a  ex-ministra Dilma Rousseff. A que o   sr. atribui o êxito de Dilma? Foi  graças ao empenho do sr.? É o perfil   dela?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Acho que há um conjunto de valores.    Primeiro, é preciso ter muita humildade para pedir para o povo votar na    Dilma. Um voto é um direito livre e soberano de cada cidadão, mas,  como   eu passei por aqui oito anos e sei como funciona isso, sinto-me  na   obrigação de dizer ao povo quem eu entendo que poderia dar  continuidade   àquilo que nós estamos fazendo. Esta é a primeira coisa  com que nós   temos que ter todo o cuidado. A segunda coisa é a  seguinte: um governo   que tem 76% de bom e ótimo nos últimos cinco  meses de mandato, um   presidente da República que tem 86% de bom e  ótimo e se colocar regular   vai a 98%, 97% em alguns Estados, é um  governo com forte possibilidade   de fazer a sucessão. Tem uma aliança  política muito forte. Tem muitos   candidatos a governador apoiando a  ministra Dilma. Ela está muito bem   preparada, não tem hoje no Brasil  ninguém mais preparado do que a Dilma,   do ponto de vista de ter o  Brasil na cabeça.</p>
<p><em>ISTOÉ – Mas o sr. construiu sua candidata do zero, não é, presidente?<br />
</em><strong>Lula </strong>– É por isso que nós preparamos o PAC 2.    Porque eu poderia deixar para ela preparar em janeiro. Mas o que eu quis    na verdade foi, primeiro, definir as obras prioritárias para o Brasil    com os governadores e os prefeitos, colocar dinheiro tanto no  orçamento   quanto na LDO. Então quem começar a governar não vai ter que  encher a   bola. A bola vai estar cheia e o cara vai começar jogando.  Eu acho que a   Dilma está extremamente preparada e madura  politicamente. Acho que a   vantagem da Dilma é que ela não tinha  pretensão. Acho que jamais passou   pela cabeça da Dilma que ela seria  escolhida candidata a presidente da   República</p>
<p><em>ISTOÉ – E na cabeça do sr. qual foi o primeiro momento?<br />
</em><strong>Lula </strong>– O primeiro momento que me veio na cabeça    foi quando eu, na Favela da Rocinha, no Rio, disse que ela era a mãe do    PAC. Ali, na verdade, eu estava começando a preparar.</p>
<p><em>ISTOÉ – O sr. chegou já chegou lá com a ideia de fazer essa declaração?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Foi na hora, em função do clima, que eu falei. E foi importante naquele momento.</p>
<p><em>ISTOÉ – Muita gente pensava que sua  candidata seria a Marina   Silva, que, pelo histórico, era considerada o  Lula de saias. Por que a   Marina Silva não foi a sua escolha?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Quando a gente vai escolher alguém para ser    presidente da República, essa pessoa tem que ter um acúmulo de    qualidades, e não apenas um pouco de qualidades. A Marina é minha    companheira de 30 anos. Vocês jamais ouvirão da minha boca uma palavra    ou uma vírgula que possa falar mal da Marina. Um ano antes de deixar o    governo, a Marina pediu demissão. Eu não aceitei a demissão dela por    conta da Dilma Rousseff. A Dilma e o Gilberto Carvalho me pediram para    convencê-la a ficar. Ela ficou mais um ano, até que quis sair. Até  hoje   não me explicou por que saiu do PT e eu não fui tomar satisfação  do   motivo por que ela saiu.</p>
<p><em>ISTOÉ – Antes da Dilma, o sr. chegou a pensar em outros nomes? No seu primeiro mandato havia Palocci, José Dirceu…<br />
</em><strong>Lula </strong>– Obviamente, se não tivesse acontecido com o    PT o que aconteceu em 2005, o quadro político poderia ser outro. Mas a    Dilma, então, veio para a Casa Civil. E eu já contei que a Dilma foi    escolhida ministra de Minas e Energia por conta de uma reunião que eu    estava fazendo em São Paulo, preparando 2002. Quando ela chegou,  depois   de uma hora de reunião, eu falei: é a minha ministra. Tanto é  que o Zé   Dirceu já tinha feito acordo com o PMDB para ter o Ministério  de Minas e   Energia e eu disse: “Desfaça tudo porque eu já tenho a  ministra.” E  ela  foi de uma competência exuberante na construção do  marco  regulatório do  modelo de energia elétrica do Brasil. Quando ela  veio  para a Casa Civil  começamos a trabalhar juntos, a nos reunir   cotidianamente, a discutir  as reuniões. Aí eu percebi que estava diante   de um animal político não  trabalhado. De um animal político que foi   educado a vida inteira para  ser técnica. E eu comecei a falar: bom,   agora nós temos que descobrir o  lado político de Dilma.</p>
<p><em>ISTOÉ – E como o sr. fez?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Fui colocando a Dilma em várias reuniões    das quais, teoricamente, ela não precisaria participar. Comecei a    levá-la para viajar comigo para que começasse a ver o mundo de uma    concepção mais política. Eu acho que hoje ela é uma figura    extraordinariamente preparada. Lógico que na política você está sempre    se preparando. Às vezes, as pessoas ficam comparando a Dilma comigo.  Mas   não é possível, porque eu venho de um mundo diferente. Comecei    diferente. E tenho um acúmulo diferente.</p>
<p><em>ISTOÉ – Mas a geração é a mesma…<br />
</em><strong>Lula </strong>– É a mesma, mas traçamos caminhos    diferentes. Eu acho que o que é importante é que ela é hoje uma mulher    sem ressentimentos, sem mágoa. Eu conto sempre o dia em que eu desci  com   Dilma de helicóptero no Quartel do 2º Exército em São Paulo.  Quando o   helicóptero parou, ela ficou olhando, olhando e disse: “Foi  aqui que eu   fui trazida quando fui presa.” E depois me disse:  “Engraçado, não  estou  ressentida.” Descemos lá, fomos tomar café,  cumprimentamos todo  mundo.  Eu achei isso um gesto de superação, o que é  importante para  alguém  governar esse país. Quando chega ao cargo de  presidente da  República,  ninguém tem o direito de ter mágoa, rancor,  ressentimento,  de dizer eu  não gosto de fulano. Não tem esse direito.</p>
<p><em>ISTOÉ – Um dos ministros mais  importantes para o sr. foi o   Palocci, que agora está na campanha de  Dilma. Como o sr. vê o papel   dele num eventual futuro governo Dilma?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Esse é um problema do futuro governo. Mas    eu vou dizer o que penso do Palocci. Acho que no Brasil nós temos, se é    que temos, raríssimas pessoas com a inteligência política do Palocci.    Digo sempre que eu credito uma parte do sucesso do meu governo aos    primeiros dois anos, quando nós tivemos que comer carvão em vez de filé    mignon. Quando tivemos que trocar todo o capital político que eu tinha    por uma política fiscal dura. Assim, a gente pôde chegar aonde  chegou.   Possivelmente, se não fosse o Palocci, nós não teríamos feito  isso.   Talvez pela qualidade de médico, de não sentir a dor que sente o    paciente, ele manejava a economia com uma maestria que possivelmente  um   economista não manejasse. Eu devo muito do sucesso do meu governo  ao   Palocci. Ele é um animal político que certamente dará contribuições    enormes a esse país. Ele é muito jovem e acho que ainda tem muita    contribuição para dar.</p>
<p><em>ISTOÉ – A Dilma não era uma escolha clara do PT, mas o sr. fez valer sua vontade. O sr. acha que ficou maior do que o PT?<br />
</em><strong>Lula </strong>– É humanamente impossível fazer qualquer    teste de DNA no PT e não me encontrar lá dentro. Da mesma forma é muito    difícil fazer um DNA em mim e não encontrar o PT aqui dentro. O fato  de   eu ter sido presidente me transformou numa figura infinitamente  mais   projetada do que o PT. Mas isso não significa que eu seja maior  do que o   PT. É um partido muito organizado no Brasil inteiro, que tem  muita   força. Agora, acho que nós temos condições de construir uma  coisa mais   forte. Eu tenho dito a alguns companheiros que não é uma  tarefa fácil,   mas eu gostaria de criar, dentro de um processo de  reforma política, uma   frente ampla de partidos que pudesse construir  um programa para o   Brasil, mais forte do que um partido. Pode ter  gente de todos os   partidos, pode ter a maioria dos partidos.</p>
<p><em>ISTOÉ – Isto seria o fim do PT?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Não. É uma espécie de seleção brasileira. O    Corinthians não deixa de ser Corinthians porque o Mano Menezes   convocou  o Jucilei. E nenhum time deixa de ser porque teve craques   convocados. É  uma coisa maior para construir um arco de alianças maior.</p>
<p><em>ISTOÉ – Esse grupo poderia ter o PSDB?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Eu acho que acabou o tempo da ilusão em que    a gente poderia trabalhar junto com o PSDB. Eu acreditei nisso. E   muita  gente do PT acreditou nisso.</p>
<p><em>ISTOÉ – O sr. acha que o PSDB foi para a direita?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Acho que eles escolheram outro projeto.    Vocês estão lembrados que, logo que o Fernando Henrique Cardoso assumiu a    Presidência, ele juntou gente que na época se comportava como de    esquerda, como o PPS. Aquelas pessoas achavam que iriam ter uma    participação no governo. Qual foi o problema? Foi a reeleição, que    conduziu para uma relação promíscua com o Congresso Nacional e a coisa    desandou um pouco. Essas coisas são muito fáceis de falar, mas é muito    difícil fazer, porque para construir uma frente ampla é preciso    construir uma direção partidária, que as pessoas respeitem, que vejam    nela uma liderança. De qualquer forma, como vou ter tempo, essa questão    política vai voltar com muita força na minha cabeça. Acho que nós  temos   que fazer um reforma para moralizar a política no Brasil,  fortalecer  os  partidos políticos, para moralizar a fidelidade  partidária, para  parar  com esse negócio de judicializar a política  como ela está  judicializada.  Isso se faz com o debate político. E eu  quero estar vivo  no debate  político.</p>
<p><em>ISTOÉ – Como sua imagem, que nem os  adversários atacam nesta   campanha, pode ser usada sem ofuscar a  candidata? Qual é a dosagem   certa?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Fico feliz em saber que ninguém quer fazer    campanha falando mal de mim. É uma coisa boa, é agradável. Mas eu  tenho   um lado, um partido e um candidato. E isso eu faço questão de  deixar   público durante o processo eleitoral. Uma coisa a gente tem que    compreender: eu cito muito futebol porque futebol é a coisa mais  fácil   do povo entender. Não existe a possibilidade de o Lula ofuscar a    grandeza da candidata, porque vai chegando o momento em que o clima  na   sociedade, na imprensa, no debate, é da candidata, não é do  presidente. A   sociedade vai percebendo isso. É muito melhor para a  candidata se ela   tiver um presidente que ela não tenha que ter  vergonha de dizer que é   apoiada por ele, como o Al Gore fez com o Bill  Clinton.</p>
<p><em>ISTOÉ – O PT não terá mais influência num governo de Dilma do que teve no seu?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Quem fala isso não conhece a Dilma. Ela é    uma mulher de personalidade muito forte. O PT está na direção da    campanha da Dilma, como estava na direção da minha.</p>
<p><em>ISTOÉ – Mesmo o relacionamento do sr. com o PT foi mudando…<br />
</em><strong>Lula </strong>– A minha relação com o PT era diferente    porque eu fui o criador do PT. Fui 13 anos presidente do PT. A minha    relação com o partido sempre foi diferente da relação da Dilma, que é    uma filiada. A direção do PT hoje está totalmente afinada com a    candidata e a candidata totalmente afinada com a direção.</p>
<p><em>ISTOÉ – E aquele episódio do programa de governo diferente, apresentado pelo PT?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Vocês não podem errar e confundir uma tese    com o programa. Quando se constrói um programa suprapartidário, cada    partido constrói uma palavra, uma vírgula. Enquanto não há operação    definitiva que diga “está pronto o programa”, não é programa, é    pré-programa. E no pré-programa entra qualquer coisa. O programa não é    do PT nem pode ser. O programa tem que ser uma síntese do pensamento  dos   partidos que compõem a base de apoio da ministra Dilma. É com isso  que   ela vai governar o País. E ela e o partido têm clareza disso.</p>
<p><em>ISTOÉ – O sr. acha que ela conseguirá ter ascendência política sobre o partido?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Vai ter. Deus queira que ela não tenha    muita ascendência, porque não é importante que a candidata passe a ser    muito mais forte, porque pode querer desrespeitar o partido. Eu quero    que ela passe a ter uma relação com o partido de liderança, de  respeito,   que não tenham medo dela. Eu quero que os dois se respeitem.  Se os  dois  se respeitarem, eles vão divergir, vão brigar, mas vão  construir o   melhor.</p>
<p><em>ISTOÉ – Como o sr. vê a relação com o PMDB, tradicionalmente fisiológico, que exige ministérios e muitos cargos no governo?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Eu não acho que seja assim. Nós temos que    levar em conta que o PMDB é um partido forte. E que continuará sendo. É    um partido que tem muitos vereadores, muitos prefeitos, muitos    deputados, muitos senadores. Sempre, qualquer que seja o governo, de    ultraesquerda ou de ultradireita, será preciso trabalhar com o PMDB.    Quando nós fizemos a Constituição de 1988, esse foi um equívoco. Nós    construímos uma carta parlamentarista. Fizemos um plebiscito e o    parlamentarismo tomou uma trolha de 80%. Só para vocês saberem, a    direção do PT, da qual eu fazia parte, era parlamentarista. Mas eu ia    para o debate e o pessoal falava assim para mim: “Ô Lula! Você é tonto,    rapaz! Agora que está chegando a hora de a gente chegar ao poder você    quer transferir poder para o Congresso te eleger? Não vão te eleger    nunca.” Nós perdemos internamente no PT. A direção tomou uma surra. Acho    que mais de 70% ficaram contra a direção.</p>
<p><em>ISTOÉ – O sr. continua parlamentarista?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Eu acho que tudo está ligado à evolução    cultural da sociedade. O parlamentarismo não dará certo, como não dará    certo uma cooperativa, se você criá-lo de cima para baixo. Eu, por    exemplo, trabalhava com a ideia de que era favorável ao voto distrital.    Como eu imaginei organizar o PT por núcleos, em cada rua, em cada  vila,   pensava numa organização tão forte que não haveria dinheiro no  mundo   capaz de ganhar uma eleição de você. Eu sonhava isso. Você teria  como   candidatos as grande personalidades e as lideranças sociais. Mas  muita   gente no PT não acreditava nisso. Defendiam que tem que se  pedir voto   para todo mundo. Mas essa história favorece quem? Quem tem  dinheiro. Eu   conheci deputado que pegava helicóptero e viajava para o  interior para   passar a tarde carregando gente. Parava em campo de  futebol, colocava o   sujeito dentro do helicóptero e dava uma volta.  Ganhava o voto do   tadinho que nunca andou de helicóptero. Mas também  esse processo de   mudança não pode ser um estupro. Ter a maioria e  empurrar na garganta da   minoria, não. O problema é que não há muito  debate.</p>
<p><em>ISTOÉ – O sr. espera que sua ideia de frente ampla mude o modo de fazer política no País?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Eu quero ter esse papel aqui dentro. Também    tenho discutido muito em nível internacional. Muita gente já  conversou   comigo para que eu tivesse um papel na Internacional  Socialista. Mas   acho que a Internacional Socialista tem a cara da  Europa, não tem a cara   da América Latina. Eu seria um estranho no  ninho. Mas eu quero também   contribuir para que a gente discuta um  pouco uma organização política   aqui na América Latina.</p>
<p><em>ISTOÉ – Nos mesmos termos?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Eu não sei ainda. Mudou a cara política da    América Latina, mas os partidos continuam os mesmos. As forças são as    mesmas. A gente não evoluiu na organização internacional. O que é o    partido do Chávez? Ou os partidos políticos na Argentina? Lá tem um    monte de partidos políticos, mas todos são peronistas. O Uruguai tem o    partido mais organizadinho, com a Frente Ampla. No Paraguai, o    presidente foi eleito por fora dos dois maiores partidos. É juntar essa    coisa toda e começar a elaborar possivelmente uma nova doutrina da    criação de uma instituição política que pense em uniformizar    determinados princípios na América Latina. Sem o dogmatismo do    manifesto, que não venha com aquele negócio da terceira, quarta    internacional, não quero mais saber disso.</p>
<p><em>ISTOÉ – Há um temor no meio empresarial de um futuro governo da Dilma ser mais estatizante que o seu.<br />
</em><strong>Lula </strong>– Não há essa hipótese. Eu conheço bem a    Dilma e sei o que ela pensa. Obviamente que nós não queremos ser    estatizantes, mas também não vamos carregar a pecha que nos imputaram    nos anos 80, quando se dizia que o Estado não valia nada e que o mercado    era o Deus todo-poderoso. Essa crise americana mostrou que o mercado é    frágil, é corrupto e que quem tinha o Estado mais forte salvou-se    primeiro. No caso do Brasil, se não tivéssemos o Banco do Brasil, como é    que a gente iria comprar a carteira de financiamento de carro usado  do   Votorantim? Eu cheguei para o Banco do Brasil e para o companheiro   Guido  Mantega (ministro da Fazenda) e disse: “Companheiros, nós não   podemos  deixar quebrar as finanças de carro usado, porque se não vender   carro  usado não tem compra de carro novo.” Eu perguntei para o Dida    (presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine): “Como o Banco do    Brasil está? Pode financiar carro usado?” “Ah! Nós não temos expertise,    presidente.” Eu perguntei, o que a gente faz então? “A gente tem que    formar.” Que formar, o quê! Não temos tempo de formar, a crise está    aqui, batendo à porta. Vamos comprar de quem tem. O Votorantim tem, quer    vender? Então compramos 50% da expertise do Votorantim. Acabou o    problema. O Serra queria vender a Caixa Econômica Estadual. Começaram a    falar para mim: “Você não pode comprar, porque o Serra é candidato, é    adversário, o Serra vai juntar muito dinheiro para a campanha.” Eu    disse: vocês são doidos! Acham que, por causa da campanha do Serra, vou    deixar de comprar um banco que permitirá que o Banco do Brasil volte a    ser o maior do País? Quem vai fiscalizar o dinheiro do Serra é a   Justiça  Eleitoral, não serei eu. Nós vamos comprar. E compramos.</p>
<p><em>ISTOÉ – O sr. considera que estes foram dois grandes momentos no enfrentamento da crise?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Quando a gente chega aqui é menos teoria e    mais prática. Quando a gente está na oposição, está discutindo. Você    fica numa mesa de bar conversando e diz: eu penso isso, eu penso  aquilo.   Quando senta naquela cadeira de presidente, você não acha,  você não   pensa, você não acredita. Você faz ou não faz. E tem que  tomar decisão   na hora. Não tem que se preocupar com a repercussão. Eu,  de vez em   quando, adoto uma máxima do Chico Buarque: tem que ouvir o  ministério do   que vai dar merda. Aprendi antes de tomar a decisão a  chamar outras   pessoas para perguntar: isso aqui vai dar merda ou não?  Governar é uma   coisa engraçada. Uma vez o Gilberto Gil propôs a  criação da Ancinave.   Era uma proposta. De repente a gente estava  tomando porrada de todos os   lados. Eu reuni numa mesa todos os  ministros envolvidos naquilo:   Justiça, Fazenda, Indústria e Comércio,  Cultura, Secom e mais uns três   ou quatro. Disse que nós estávamos  apanhando muito na imprensa e que eu   precisava saber se todos nós  estávamos de acordo com a proposta na  mesa.  Foi fantástico. Nenhum  ministro concordava com a proposta. Porque  era  uma proposta para  debate e surgiu como se fosse uma proposta  acabada do  governo. Então  eu falei: “Alguém tem que comunicar à  imprensa que está  retirada a  proposta. Se ninguém defende a proposta,  por que vai  continuar?” No  governo ou você toma a decisão rapidamente  ou é engolido  rapidamente.</p>
<p><em>ISTOÉ – O Brasil, apesar dos preconceitos machistas, está pronto para ser presidido por uma mulher?<br />
</em><strong>Lula </strong>– O preconceito é uma coisa cultural muito    forte no mundo e no Brasil. Mas a ascensão das mulheres nos últimos 20    anos é uma coisa extraordinária. Fui num debate com empresários no    Paraná na sexta-feira passada e eu dizia a eles: o que leva um homem a    ter preconceito contra um ser humano que o carregou na barriga nove    meses? Que o limpou enquanto ele não sabia se limpar? Que o ensinou a    comer quando ele não sabia comer? Que formou o seu caráter e que    continuou cuidando dele até ele se casar? E só parou quando a sogra    começou a se invocar? Qual é a razão que a gente tem para não acreditar    num ser que fez a gente? Vamos ser francos: o nosso caráter é o da   nossa  mãe. A gente pode adorar o pai da gente, mas na hora, que a gente   caiu  quem estava do nosso lado era nossa mãe. Na hora que a gente   tinha dor  de barriga quem estava conosco era nossa mãe. Na hora que a   gente  acordava de noite chorando quem estava do nosso lado era nossa   mãe. Quem  levantava para trocar nossa fralda de noite era nossa mãe.   Quem  colocava mamadeira na nossa boca de manhã era nossa mãe. Quem dava   o  peito para a gente machucar era nossa mãe. Por que nós temos   preconceito  contra essa figura tão nobre? Eu tenho dito para a Dilma   que ela tem  que dizer: “Eu não vou governar o Brasil. Eu vou cuidar do   povo  brasileiro.” Porque a palavra correta é cuidar. E cuidar da parte   mais  pobre. Tem rico que vem aqui, te pede um bilhão de reais e sai   falando  mal de você. O pobre te pede dez reais e fica agradecido pelo   resto da  vida. Então, nós temos que cuidar do povo. Esse país não pode   continuar  com o povo esquecido. Eu acho que nós vamos vencer o   preconceito.</p>
<p><em>ISTOÉ – Acha que foram superados preconceitos que havia contra o sr.?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Eu fui vítima de muito preconceito. Nas    primeiras eleições que perdi, eu perdi porque o pobre não confiava em    mim. E eu não tinha mágoa do pobre por isso. Mas ele me via e dizia: se    esse cara é igual a mim, por que eu vou votar nele? Era isso que  levava  o  pobre a desconfiar de mim. Eu precisei perder três eleições,   amadureci  muito, e a sociedade foi amadurecendo até compreender que   poderia votar  em mim. Hoje, eu acho que o grande legado que vai ficar   da minha  passagem pela Presidência são os pobres desse país estarem   acreditando  que eles podem chegar lá. É isso que eu quero fazer com a   mulher. A  mulher não é apenas a maioria numérica. Em muitas funções, a   mulher é  igual ou mais competente do que os homens. Todos vocês são   casados e  suas mulheres são mais corajosas do que vocês. E a minha   também. As  nossas mulheres têm coragem de fazer brigas que nós não   fazemos. Às  vezes, o vizinho enche o saco e nós dizemos que vamos   conversar. E a  mulher diz: “Não tem essa não.” Ela abre a porta e vai   lá. Eu acho isso  uma coisa estupenda. A coragem da Marisa para tomar   decisão é  infinitamente maior do que a minha. Com ela, eu tenho que   contemporizar.  Não, não vamos brigar agora. E ela diz que tem que   resolver já, não tem  meio-termo. E eu acho que toda mulher é assim.</p>
<p><em>ISTOÉ – Como o sr. vê José Serra como adversário de Dilma?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Para mim, essa é uma eleição engraçada.    Três candidatos de oposição foram do meu partido: Marina Silva, do PV,    José Maria, do PSTU e Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL. E o Serra é  uma   pessoa com quem eu tenho uma relação de respeito muito antiga.  Quando   vejo eles debatendo, não tenho nenhum inimigo. Tenho alguns  adversários   disputando com a minha candidata. E eu acho que o Serra  deu azar. Deu   azar de disputar comigo quando eu não podia perder. Digo  do fundo da   alma, eu nunca tive a menor preocupação de que não  ganharia aquela   eleição de 2002. Eu estava convencido de que era a  minha vez, que tinha   chegado a hora. Eu tinha participado da  candidatura do (Franco) Montoro  e  sabia como era isto. Em 1982, não  adiantava nada, aquela era a hora  do  Montoro ser governador. Podia  falar o que quisesse. Que ele tinha  20, 80  aposentadorias. Era a hora  dele. E foi. Em 2002, eu sabia que  era a  minha hora. Eu lembro que  quando não ganhei no primeiro turno,  cheguei  no gabinete à noite e  havia uns 100 delegados da América  Latina, todo  mundo lá triste.  Estavam lá o Zé Dirceu e o Duda Mendonça  na frente da  telinha medindo  voto, dizendo que ia dar por meio ponto. E  eu disse:  “Gente, deixa  para lá. Tanto faz primeiro ou segundo  turno.Vai apenas  demorar um  pouco mais. E vai ter uma diferença bem  maior depois.” E foi  uma coisa  extraordinária porque o segundo turno  permite que você tenha  um  embate direto. Eu hoje agradeço por todos os  santos o segundo turno   com o Alckmin, porque eu pude lavar a minha  alma. Eu pude aumentar a   minha votação em 12 milhões de votos. E ele  perdeu três milhões de   votos, uma coisa inédita.</p>
<p><em>ISTOÉ – E qual é exatamente o azar do Serra, presidente?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Ele foi candidato num ano em que eu não    tinha como perder as eleições. E ele agora é candidato num ano em que a    Dilma tem todas as condições de ganhar as eleições porque o governo   está  muito bem e porque as coisas vão melhorar.</p>
<p><em>ISTOÉ – O sr. acredita em decisão já no primeiro turno?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Eu acredito no processo eleitoral. Para    mim, não importa que seja no primeiro ou no segundo turno. Nós temos é    que ganhar as eleições. Temos que trabalhar para ganhar as eleições. E    eu acho que é uma eleição que pode terminar no primeiro turno. Mas se    for para o segundo turno não existe nenhum problema, nenhum trauma.  Nós   vamos fazer uma bela campanha.</p>
<p><em>ISTOÉ – Fala-se muito que há uma grande  possibilidade de, em   2014, o presidente eleito agora ter o sr. pela  frente. Como está   desenhada essa possibilidade?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Vamos colocar a política no seu devido    lugar. Quando você tem um político cretino, ele não quer que o seu    aliado ganhe, mas, sim, o adversário para ele voltar quatro anos depois.    No meu caso, eu lancei a Dilma candidata porque eu quero que ela   ganhe.  E porque eu quero que ela faça um governo melhor do que o meu. E   que  ela tenha direito a ser candidata à reeleição. É um direito   legítimo  dela. Não tem essa de que a Dilma vai ser candidata para o   Lula voltar  em 2014. Não existe essa hipótese. Se a Dilma for eleita   ela vai fazer  um governo extraordinário e vai ser candidata à   reeleição. Se o  candidato for um adversário, a história muda de figura.   Mas, aí, eu  preciso estar bem, porque eu já vou estar com 69 anos. E   com 69 anos  você parece novo, mas não é tão novo, não. Eu, às vezes,   acho que na  política deveria ser que nem na Igreja Católica, onde o   bispo se  aposenta com 75 anos.</p>
<p><em>ISTOÉ – A mais ousada ação do seu  governo na política externa   nos últimos tempos foi a intermediação da  questão atômica com o Irã. O   que faltou para o êxito da negociação?<br />
</em><strong>Lula </strong>– É o tipo da coisa que somente o tempo vai    se encarregar de mostrar o que aconteceu. Eu não tinha nenhuma relação    de amizade com o (Mahmoud) Ahmadinejad. Conheci o Ahmadinejad numa    reunião da ONU antes da minha ida a Pittsburgh para discutir o G-20.    Tive uma conversa com ele. Discutimos duas horas e a primeira coisa que    comecei a discutir era a respeito do Holocausto. Se era verdade ou não    que ele não acreditava no Holocausto. E ele disse: “Não foi bem isso   que  eu quis dizer.” Se não foi bem isso que você quis dizer, então,   diga.  Porque em política todas as vezes que a gente começa a se   explicar muito  é porque a gente cometeu um erro. Ele disse: “É porque   morreram 67  milhões de seres humanos na Segunda Guerra e parece que só   morreram os  judeus. Os judeus se fazem de vítimas.” Eu falei que se  era  isso que  ele, Ahmadinejad, queria dizer então dissesse. Morreram  67  milhões de  pessoas na Segunda Guerra, mas os judeus não morreram em   guerra. Eles  foram assassinados a sangue-frio, crianças, mulheres, em   câmaras de gás,  é diferente. Senti que tinha uma possibilidade de   conversa. Ele  pessoalmente é muito mais afável do que na televisão.</p>
<p><em>ISTOÉ – Como o sr. encaminhou a questão?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Eu cheguei na ONU, cheguei em Pittsburgh,    tinham dado uma entrevista o Sarkozy (presidente da França, Nicolas    Sarkozy), Gordon Brown (então primeiro-ministro britânico) e Barack    Obama (presidente dos EUA) criticando Ahmadinejad. Fui no Obama e falei:    “Companheiro, você já conversou com o Ahmadinejad alguma vez? Não.   Você  se dignou a pegar o telefone, ligar para ele e dizer: eu quero    conversar com você? Não”. A mesma conversa eu tive com o Sarkozy, com o    Gordon Brown e com a Angela Merkel (chanceler alemã). Ora, vocês nunca    conversaram com o Ahmadinejad e estão dizendo que ele não quer sentar  à   mesa para negociar essa questão da paz. Então eu quero dizer para   vocês o  seguinte: eu acredito que ele quer sentar e eu estou convidando   ele  para ir ao Brasil, estou convidando o primeiro-ministro de  Israel,  estou  convidando o Shimon Peres, estou convidando o presidente  da  Síria para  ir ao Brasil. Separadamente, cada um na sua data.   Ahmadinejad veio aqui.  Nós conversamos mais de duas horas. Eu disse   que, se fosse possível a  gente avançar, eu mandaria o Celso Amorim ir   muitas vezes lá. Como a  Turquia também estava tentando, então o Celso   Amorim e o ministro das  Relações Exteriores da Turquia começaram a   conversar com o  primeiro-ministro do Irã, preparando a nossa ida lá. Em   Copenhague,  quase que eu consigo marcar um jantar entre Sarkozy e   Ahmadinejad. Mas,  como a rainha da Dinamarca não convidou o Ahmadinejad   para o jantar, não  deu. Chegou o dia de eu ir ao Irã e eu falei para o   Celso que era  preciso dizer para o Ahmadinejad que eu não poderia   fazer uma viagem  inútil.</p>
<p><em>ISTOÉ – O sr. também havia recebido um pedido de Sarkozy para encaminhar ao Ahmadinejad.<br />
</em><strong>Lula </strong>– Sarkozy tinha falado conosco da moça que    estava presa, se poderia ter um gesto de liberar. Eu conversei com    Ahmadinejad e ele se comprometeu a liberar, tanto é que eu cheguei à    meia-noite lá e às cinco horas da manhã ele liberou. Duas semanas antes    de eu viajar, recebo uma carta do Obama. E a carta do Obama tinha um    viés. Primeiro tratando de uma forma carinhosa, se desculpando da    grosseria dele quando nós fomos discutir o assunto nuclear lá. Ele achou    que eu e a Turquia estávamos sonhando, acreditando no Ahmadinejad,  que   ele iria enganar a gente, não iria cumprir nada. Eu disse o  seguinte:   “Eu nasci político, meu filho. Toda a minha vida, desde  1969, foi   negociar. Perdi muita coisa, ganhei muita coisa, mas  negociar é a arte   maior de fazer política. Então eu vou lá porque eu  acredito.” Tanto é   que quando eu cheguei na Rússia, na viagem para o  Irã, Dmitri Medvedev   (presidente russo) me disse: “Obama me ligou  dizendo que ele acha que   você vai ser enganado pelo Ahmadinejad.” Um  jornalista perguntou:   “Escuta aqui, de zero a seis, qual é o grau de  otimismo que você tem   para fazer a negociação?” O Medvedev falou 30%.  Eu disse: Porra! Que   otimismo pessimista! Eu falei 99,9%. Cheguei ao  Qatar, o Obama tinha   ligado para o emir dizendo que vão enganar o  Lula. Cheguei ao Irã,   conversamos, conversamos, conversamos. Fui  conversar com o líder   supremo, Khamenei. Duas horas de conversa.  Depois fui conversar com o   Ali Larijani (presidente do Parlamento) e  com todos falei da   importância, que eles não poderiam arriscar o  bloqueio.</p>
<p><em>ISTOÉ – Por que, presidente?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Porque o bloqueio começa sem dor, mas daqui    a pouco começa a faltar remédio, começa a faltar comida. E quem paga o    preço são as crianças. Contei que Cuba viveu 50 anos, que a Líbia   viveu  13 anos com bloqueio. Eu conversei tudo o que poderia conversar   com  eles. O Celso Amorim teve um papel extraordinário com os ministros.    Chegou no outro dia às 9h da noite e nós fomos jantar. O Celso não    estava no jantar e estava o ministro deles. Azedou, pensei. Esse aqui (o    ministro Franklin Martins) estava muito pessimista. Na hora que eu  saí   do hotel, ele falou: “não vai dar nada”. E eu: “Calma, rapaz, tem  que   ter fé. A fé que move montanhas.” Eu cheguei lá, estava o ministro    deles, mas não estava o Celso. Pensei que tinha azedado mesmo. Então    disse para o Ahmadinejad: amanhã eu vou embora, sabe que para eu vir    aqui eu larguei a minha mulher e os meus filhos, tenho tarefa pra    caramba no Brasil. Vim aqui porque eu quero para você o que eu quero    para mim. Eu quero que o Irã desenvolva o enriquecimento de urânio para    fins pacíficos, para produzir coisas para a indústria farmacêutica,   para  produzir coisas para a energia nuclear e no meu país isso está na    Constituição. E eu não quero que, por equívoco, o mundo rico, que tem    bomba nuclear, te impeça de fazer isso. Então, na verdade eu vim aqui    para dar as minhas costas para repartir as chibatadas que você está    tomando e não gostaria de ir embora sem assinar esse acordo. Se eu for    embora sem assinar esse acordo, eu vou ter que começar a fazer discurso    dizendo que você não quer negociar mesmo.</p>
<p><em>ISTOÉ – Depois disso ele resolveu assinar?<br />
</em><strong>Lula </strong>– Ele disse: Vamos conversar amanhã de manhã?    O ministro dele estava comigo e ia encontrar o Celso ainda. O  ministro   dele disse assim para mim: “Presidente, falta só um ponto, eu  vou   encontrar com o Celso agora.” Quando foi meia-noite, eu cheguei  ao hotel   e o Celso me liga: “Presidente, fechamos.” Nós fomos para  acertar o   acordo. Tinha físico para dar palpite, como vocês nem  imaginam. Os caras   não queriam assumir compromisso com data. Eu disse  que sem data nós  não  concordávamos. Eu falei: “Ahmadinejad, vocês  sabem o que falam de  você.  Lá fora na Europa, nos Estados Unidos,  falam que você não cumpre   palavra, você sabe disso. Por isso é  importante colocar a data dizendo   que tal dia você vai mandar tal  coisa”. Ele topou. Qual foi a minha   surpresa, companheiros? É que o  pessoal que estava há não sei quantos   anos tentando conversar com o  Ahmadinejad e nunca conversou, porque   nunca tentou, ficou com ciúmes.  Por isso a reação. Na minha opinião,   essa é a única explicação para a  ciumeira do Conselho de Segurança da   ONU. Nós ainda mandamos para o  grupo de Viena, com Rússia, Estados   Unidos e França, a carta no  domingo, e ainda assim eles tentaram barrar.   Eu acho que a história  vai mostrar o equívoco dos companheiros que   resolveram trocar as  conversas pelas sanções, porque demonstraram apenas   ciúmes. Em minha  opinião, uma atitude pequena. O problema é o  seguinte:  se a ONU  continuar fraca do jeito que está, vai prevalecer o   unilateralismo, a  posição unilateral dos americanos vai continuar   prevalecendo. Quando  nós propusemos fortalecer a ONU, não queríamos só a   entrada do Brasil.  Mas a entrada do Brasil, da Índia, da Alemanha, de   dois ou três  países africanos.</p>
<p><em>ISTOÉ – Mas uma luta histórica do Brasil é pelo assento definitivo no Conselho de Segurança da ONU.<br />
</em><strong>Lula </strong>– É para que tenha mais representatividade.    Imagine o continente africano com 53 países que não tem ninguém. E    quantos têm os europeus? E agora tem mais a Alemanha, convidada    especial. O Conselho de Segurança da ONU não pode ser um clube de    amigos, não pode ser tratado assim. Aquilo tem que ser uma instituição    multilateral para resolver problema de conflitos. Em minha opinião, no    Oriente Médio não haverá solução enquanto os americanos acharem que  são   eles os responsáveis pela construção da paz. Se a ONU fosse forte,    resolveria o problema do Oriente Médio. Iria lá, demarcaria a terra  dos   palestinos, demarcaria a terra de Israel e faria cumprir, como fez  em   1948, quando criou o Estado de Israel. Como ela é fraca, fica só  lá, um   dia vai um e ganha o Prêmio Nobel, outro dia vai outro e ganha o  Prêmio   Nobel, não faz nada, outro dia vai outro e outro prêmio.  Então, eu  acho  que é uma estupidez política não reformar o Conselho de  Segurança  da  ONU.</p>
<p></div></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Referência:</strong><em> [<a href="http://www.istoe.com.br/reportagens/93604_NINGUEM+VAI+DESTRUIR+MINHA+RELACAO+COM+A+SOCIEDADE+PARTE+1?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPagehttp://www.istoe.com.br/reportagens/93604_NINGUEM+VAI+DESTRUIR+MINHA+RELACAO+COM+A+SOCIEDADE+PARTE+1?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPage" target="_blank">IstoÉ</a>]</em></p>
<p><strong>Falando nisso&#8230;</strong>
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		<title>Político honesto!?</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 19:48:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Profº Einstein</dc:creator>
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		<description><![CDATA[69 anos, 50 só de política, o então senador do DEM, Marco Maciel é um dos poucos políticos brasileiros que ainda não tem sua vida pública manchada pelo lamaçal da corrupção moral e/ou política. “&#8230;O Senado pega fogo, a lama é atirada para todo lado e nada respinga nele&#8230;”, elogiou o democrata Benone Leão. Verdade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1632 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" title="int0004h" src="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2009/10/int0004h.jpg" alt="int0004h" width="520" height="280" /></p>
<p>69 anos, 50 só de política, o então senador do DEM, Marco Maciel é um dos poucos políticos brasileiros que ainda não tem sua vida pública manchada pelo lamaçal da corrupção moral e/ou política.</p>
<p>“<em>&#8230;O Senado pega fogo, a lama é atirada para todo lado e nada respinga nele&#8230;</em>”, elogiou o democrata Benone Leão.</p>
<p>Verdade seja dita, enquanto a mídia moderna sacia seu apetite canibalesco por notícias apimentadas recheadas da podridão moral alheia oriunda especialmente do Senado brasileiro, que se encontra mergulhado até o gogó em uma verdadeira pocilga de desvio de dinheiro público aqui e nepotismo descarado acolá, a sujeira parece contaminar a todos que compõem a casa, porém, o magérrimo Maciel, tal qual um verdadeiro malabarista parece desviar-se de todo tipo de impureza, nada deixou resvalar sobre si a despeito de toda crise atual.</p>
<p>Verdadeiramente Honesto?</p>
<p>Fazendo justiça ao caráter integro do Pernambucano que mais parece um monge do Parlamento:</p>
<p>“.<em>..Se você der uma mala cheia de dinheiro para Marco Antonio ele não pega&#8230;</em>”, diz mais um dos seus  conterrâneos, Cristovam Buarque, que coloca a mão no fogo por seu amigo.</p>
<p>“<em>&#8230;Ninguém encontrará uma só fazenda no nome de Maciel. Nem uma só empresa onde ele  apareça como sócio&#8230;</em>”, desafia um outro conterrâneo seu.</p>
<p>De fato, ex-deputado federal, Governador Biônico de Pernambuco e vice-residente da República (1995-2002) e totalizando 50 anos de vida pública, todo patrimônio (pelo menos o visível) de Maciel é um apartamento em um prédio antigo em frente ao mar de Boa Viagem, no Recife.</p>
<p>Seria Marco Maciel o marco da honestidade política mesmo?</p>
<p>Bem, vou logo dizendo que eu coloco minha mão no fogo por ninguém! Confiança é algo que eu aprendi a reservar única e restritamente para a divindade a quem eu chamo de Deus.</p>
<p>Confiar, de fato, eu não confio! Mas acreditar que existam pessoas de caráter tão fiel ao dever quanto a bussola o é ao pólo, é uma possibilidade em que eu tenho me apegado muito, só para não correr o risco de me tornar um ateu acerca da honestidade política mundial.</p>
<p>Portanto, neste artigo, Marco Maciel é o bom mocinho(<em>até que alguém prove o contrário&#8230;</em>)! E os verdadeiros vilões dessa história somos eu e você, que mesmo sendo a grande maioria da população brasileira, nos acovardamos diante do nosso dever e da obrigação de tirar do poder meia dúzia de cabras safados – com licença da palavra – que roubam nosso suado dinheiro a todo instante lá em Brasília&#8230;¬¬<strong>Falando nisso&#8230;</strong>
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		<title>Político Honesto! Você acredita?</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 12:47:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Profº Einstein</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você acredita em político honesto? Não? Pois eu, sim! Se ele for honesto; por que não? O grande problema é encontrar um que seja honesto – é o que eu digo sempre! De fato, no auge da desonestidade moral e política, estamos em tempos em que encontrar um político honesto seria como encontrar uma agulha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1482 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" title="Sem título" src="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2009/09/Sem-título.jpg" alt="Sem título" width="422" height="225" /></p>
<p style="text-align: left;">Você acredita em político honesto? Não?</p>
<p style="text-align: left;">Pois eu, sim! Se ele for honesto; por que não?</p>
<p style="text-align: left;">O grande problema é encontrar um que seja honesto – é o que eu digo sempre!</p>
<p style="text-align: left;">De fato, no auge da desonestidade moral e política, estamos em tempos em que encontrar um político honesto seria como encontrar uma agulha no palheiro.</p>
<p style="text-align: left;">Mas tendo em vista essas considerações, generalizamos a situação atual e, infelizmente, por causa da maioria, a culpa recai também sobre a minoria (a raríssima raridade, eu diria) daqueles que podem ser honestos verdadeiramente.</p>
<p style="text-align: left;">Olhando para os grandes e inúmeros exemplos de corruptos infiltrados na política brasileira (e na internacional também, não podemos esquecer), sempre nos perguntamos:</p>
<p style="text-align: left;">Será que é possível ter tanto poder nas mãos e não se corromper? Será?</p>
<p style="text-align: left;">Será que é possível caminhar entre a multidão suja de lama e permanecer limpo, sem nem um respingo de impureza?</p>
<p style="text-align: left;">É possível que haja alguém que tenha em seu íntimo a coragem e força de ser honesto o suficiente para renunciar todo luxo e glamour que dinheiro pode oferecer?</p>
<p style="text-align: left;">E eu lhe pergunto: Será que VOCÊ também não faria o mesmo que o eles?</p>
<p style="text-align: left;">É fácil atirarmos a pedra em todos os políticos e os considerarmos a escória imunda da sociedade; a origem de todos os males ou até mesmo a face ‘boazinha’ do capeta.</p>
<p style="text-align: left;">Mas eu repito: Será que você não faria o mesmo que eles se tivesse à sua disposição tanto poder em mãos?</p>
<p style="text-align: left;">SE MANTER HONESTO TEM UM PREÇO!</p>
<p style="text-align: left;">E o preço é infinitamente muito mais caro do que todo dinheiro e poder que a corrupção possa lhe oferecer.</p>
<p style="text-align: left;">Será que você em lugar dos nossos políticos estaria também disposto a pagar por esse preço?</p>
<p style="text-align: left;">Portanto, eu acredito em político honesto, sim!</p>
<p style="text-align: left;">Se ele, de fato, tiver peito e dignidade o suficiente para <strong>permanecer diferente em um mundo de iguais&#8230;  ¬¬</strong></p>
<p><strong>Falando nisso&#8230;</strong>
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		<title>A outra face dos políticos II</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 17:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Profº Einstein</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bem, caros leitores, ainda no propósito de cumprir o desafio de falar bem de TUDO e de TODOS até o dia 25/07, hoje, eu escolhi mais um de nossos políticos brasileiros (embora o sotaque deste não demonstre isso), Paulo Maluf. Bom, o que dizer dessa ilustre pessoa. É difícil de responder, mas vamos lá, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2009/07/foto-maluf.jpg"><img class="size-full wp-image-768 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" title="foto-maluf" src="http://negacaologica.com/wp-content/uploads/2009/07/foto-maluf.jpg" alt="" width="280" height="295" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Bem, caros leitores, ainda no propósito de cumprir o desafio de falar bem de TUDO e de TODOS até o dia 25/07, hoje, eu escolhi mais um de nossos políticos brasileiros (embora o sotaque deste não demonstre isso), Paulo Maluf.</p>
<p style="text-align: left;">Bom, o que dizer dessa ilustre pessoa. É difícil de responder, mas vamos lá, é um desafio (que o pai  &#8211; Google – me ajude).</p>
<p style="text-align: left;">Paulo Maluf:</p>
<p style="text-align: left;"><strong>*Político sem vergonha</strong> &#8211; Calma gente! É no bom sentido que eu estou falando!  “Sem vergonha”, pessoa de conduta desinibida e/ou extrovertida, entenderam?</p>
<p style="text-align: left;">Ele é tão sem vergonha (ou desinibida, como quiserem) que se os X-men existissem, certamente ele seria o único super-herói com poderes de ‘super-desinibição’ .</p>
<p style="text-align: left;"><strong>*Corajoso</strong> – entendam como quiserem – parte I</p>
<p style="text-align: left;"><strong>*Uma pessoa de muito caráter </strong>– entendam como quiserem – parte II</p>
<p style="text-align: left;"><strong>*Genial e sensível </strong>– Recentemente ele teve a ultra-revolucionária e brilhante idéia de criar uma lei onde a principal clausula é a seguinte: “&#8230;prevê punição para procuradores que entrarem com ação contra políticos por corrupção motivados por promoção pessoal, má-fé ou perseguição&#8230;”.</p>
<p style="text-align: left;">Que lindo não é gente? Ele está apenas tentando proteger seus amigos políticos que muitas vezes são acusados e investigados “injustamente”&#8230; Que coração abnegado e desprendido, não é mesmo? “Comovente”!  Eu diria que, só não choro de emoção porque não é do meu interesse concorrer ao Oscar de melhor ator.</p>
<p style="text-align: left;">Bem, esses foram o máximo de bons detalhes (e de tempo desperdiçado) que eu consegui extrair da boa face de Paulo Maluf. A outra face, se você ainda não conhece, fica o conselho: Não a queira conhecer&#8230; ¬¬</p>
<p><strong>Falando nisso&#8230;</strong>
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