Estamos praticamente no mês de agosto, e esse mês irá começar com uma bela discussão no Supremo, acontece que o Partido dos democratas ajuizou uma ação exigindo a suspensão das cotas raciais na Universidade de Brasília (UNB) que deve ser decidido dentro de algumas semanas.
Para nós, reles mortais especuladores, ficam as conjecturas acerca do tema.
O Partido, ora Autor, alega que o que obsta nossa população de ter acesso ao ensino superior atualmente não seria mais a questão racial e sim a baixa qualidade da educação pública, problema enfrentado por indivíduos de todas as cores e, logicamente, favorecer determinado grupo dando acesso a direitos em detrimento dos demais unicamente pela cor de pele apenas inverteria a questão da discriminação.
Acontece que o assunto está longe de ser tão simples, em verdade gera grande celeuma no meio jurídico, uma vez que simplesmente acabar com as cotas em virtude de investir na educação básica e fundamental acabaria por colocar à margem esses grupos que já foram tão excluídos na nossa sociedade.
Essa discussão se arrasta através dos anos e as cotas persistem, espero francamente que em agosto essa decisão possa trazer não um fim às cotas, mas principalmente o início de uma mobilização governamental em prol de uma educação decente.
Enfim, será que a questão racial ainda interfere? Será justa a concessão dessas cotas? Senão a concessão das cotas, como incluir os excluídos? A dúvida fica no ar.
“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.
(Einstein)
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Vale a pena trazer a curiosa notícia de 29/05/07 que traz o caso de gêmeos univitelinos onde apenas um conseguiu ser aceito através das cotas.
http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL43786-5604,00.html
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