União Legal Argentina

Na última semana nossos hermanos pararam o país para uma discussão acalorada. Decidir a legalização da união estável entre pessoas do mesmo sexo.

A Argentina tornou-se o primeiro país da América Latina a legalizar o matrimônio de pessoas do mesmo sexo. Após uma discussão de 14hs do Senado, foi aprovado por 33 votos, com muitos protestos, é claro. Nada que vá contra as ditas leis morais e contrarie a maioria pode ser aprovada, mas dessa vez a minoria foi ouvida.

Esta discussão que apenas nove países (Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal e Islândia.) mais a Argentina levaram a sério e aprovaram. Os demais continuam amordaçados. Seja pela maioria da população que é contra ou por questões religiosas, ou até mesmo por ineficiência de políticos.

“Hoje é um dia histórico. Pela primeira vez na Argentina se legisla para as minorias”, afirmou o senador argentino Miguel Pichetto

Agora falta apenas o projeto ser sancionado pela Presidente Cristina Kirchner, que é a favor da decisão. Com isto o código civil argentino sofrerá modificações, como: a alteração da fórmula de marido e mulher pelo termo de contraentes. Este ato é um passo da democracia, onde encara as conseqüências sem medo, dando direitos aos pequenos. Mas isso pode custar um preço, pois as religiões católica, islâmica e judaica, não apoiaram a decisão e podem retalhar Cristina Kirchner nas próximas eleições.

A data do primeiro casamento homossexual já esta marcada e será dia 13 de Agosto em Buenos Aires. E será de um casal de homens que estão convivendo juntos á 34 anos. Pena que no Brasil as coisas não sejam assim, á muitos anos que tramita um projeto de lei para união estável entre casais de mesmo sexo, mas nada sai do papel. Será pela maioria contra? Mas como saber se nunca foi feito um plebiscito. Será por religião? Muito provável. Ineficiência do estado? Isso sempre existiu.

“… o principal obstáculo tem sido o “peso” da bancada religiosa no Congresso. “O ideal seria termos uma separação entre assuntos de Estado e de religião também entre os parlamentares”, diz o deputado federal José Genoíno (PT-SP).

“O argumento central é de que a família tem de ser preservada. E dois homens ou duas mulheres não constituem uma família”, diz o deputado federal Miguel Martini (PHS-MG).

Bom, cabe ao povo levantar esta discussão que é importante para o amadurecimento da política de um país.

Fonte: (G1.com/folha.uol.com.br)

Sobre o autor

Mestre Chaplin, também conhecido como Jefferson Paiva, tem 21 anos, nasceu em São Paulo/SP, é fã de animes e esportes, especialmente automobilismo. É muito extrovertido, tipo palhaço. Mas sério nos momentos que deve ser. Faz Ciências Sociais, adora política e discutir assuntos do tipo. Mesmo viajando na batatinha, seus ideais fazem sentindo...