Virada Badernal.

Neste último fim de semana dias 15 e 16/05/2010 aconteceu a 5° Virada Cultural da cidade de São Paulo. Como nos anos anteriores eu não tive a oportunidade de participar, este ano não poderia faltar. Decidi analisar de perto esta grande manifestação cultural que ocorre na maior cidade do Brasil, mas não fui sozinho: tive a companhia de nosso amigo Freud e Cocóte.

Esta grande festa causa uma euforia em toda cidade, principalmente no coração central paulistano. Um evento criado pelo ex-prefeito José Serra, para valorizar a nossa cultura e o centro da cidade. Logo que chegamos percebemos um clima diferente dos dias comuns, a caótica São Paulo do trabalho e transito se transgride para uma festa sem limites.

Nota-se a presença de  muitas pessoas bonitas, casais e na grande maioria grupos, tribos dos mais variados tipos e estilos. Também pessoas de diversas classes, da mais alta burguesia paulista até mendigos da Cracolândia e todos convivendo quase harmonicamente sobre o mesmo espaço. Isso é diversidade cultural.

Deixei em destaque as palavras acima para ressaltar que dentro dessa grande manifestação cultural cheia de euforia existem pessoas que não conhecem ou ignoram o limite da liberdade, entrando na libertinagem. Consumindo bebidas alcoólicas e drogas em excesso, gerando brigas e tumulto. Também aqueles que se aproveitam de um cantinho para urinar, fazendo com que várias ruas fossem lavadas com urina. E sem contar os marginais que se misturam aos participantes do evento para furtar (Cocóti ficou sem seu aparelho celular). Uma festa que tinha tudo para ser bela, tonar-se uma baderna.

Apesar de tudo isto, a Estação da Luz estava belíssima com sua iluminação, a apresentação artística de uma mulher pendurada sobre cabos na estação foi uma surpresa a todos. Também o desfile alegórico de insetos gigantes próximos ao vale do Anhangabaú, impressionou-me, e claro a diversidade cultural e social presente no evento.

Devido ao tamanho de São Paulo é uma pena que esta festa cultural não abrasse toda a cidade deixando as periferias com pouquíssimo acesso ao evento, mas em vista dos anos anteriores ouve uma melhora considerável. Até porque a prefeitura não tem condições de oferecer segurança e organização para tudo.

Após chegar em casa exausto, decidi que não participarei da 6° Virada Cultural, mas poderei  ir até algum CEU ou SESC, pois saber de baderna é uma coisa estar nela é outra. Mas para quem gostou, aproveite!¬¬

Falando nisso…

Sobre o autor

Mestre Chaplin, também conhecido como Jefferson Paiva, tem 21 anos, nasceu em São Paulo/SP, é fã de animes e esportes, especialmente automobilismo. É muito extrovertido, tipo palhaço. Mas sério nos momentos que deve ser. Faz Ciências Sociais, adora política e discutir assuntos do tipo. Mesmo viajando na batatinha, seus ideais fazem sentindo...