“We, the people…”

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Bom dia caros leitores! (e entendam “dia” no sentido de “bom dia de hoje”)

E aos americanos um “bom dia de hoje” especial, uma vez que hoje é o dia da independência americana! (também conhecido como o dia em que o Will Smith explodiu os E.T.s salvando a humanidade)

Homenageando os EUA aproveitarei para citar o preâmbulo da constituição americana:

Nós, o povo dos Estados Unidos, a fim de formar uma união mais perfeita, estabelecer a justiça, garantir a tranqüilidade interna, promover a defesa comum, o bem-estar geral e assegurar os benefícios da liberdade para nós e para os nossos descendentes, promulgamos e estabelecemos a Constituição para os Estados unidos da América”.

A beleza desse preâmbulo só pode ser inteiramente percebida por nós ao comparmos com o nosso:

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte, para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil”.

Podemos perceber que em 1787 os EUA já tinham essa noção de que o poder deve emanar do povo, escrito pelo povo para regular as relações do próprio povo, enquanto que em 1988, ou seja, quase 200 anos depois, a constituição brasileira não conseguiu expressar isso em seu texto o que faz com que nós, ou pelo menos eu tenha um traço de ciúme desse “we, the people”.

Talvez por essa noção de impotência popular, da não participação além do voto obrigatório que hipoteticamente não traz concretas diferenças e desse “nós, os representantes do povo” tão arraigado em nossas mentes é que o nosso país afoga-se constantemente na lama que verte dos nossos representantes que, deslumbrados com os poderes, privilégios e imunidades recebidos, ao invés de usá-los em prol daqueles que representam, fazendo o que são pagos pra fazer, acabam profanando esse posto.

Eis que trago mais uma das “minhas” frases:

“Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos”.

Falando nisso…

Sobre o autor

Tio Nietzsche não é mais colunista do Negação Lógica. O artigo foi mantido por desejo do autor.