Update: estou de volta com um novo projeto, incluindo um podcast de política no mesmo formato: Paranauê.org

 

Enfim, o fim.

Sem firulas e afloramentos, este post vem para anunciar o fim do Negação Lógica. Pode parecer notícia óbvia, devido ao nosso hiato, mas só agora tomamos esta decisão.

Criado em 2009, por três amigos que achavam que faltava um espaço na internet para discutir política de forma descontraída, o Negação Lógica superou as expectativas iniciais. Conhecemos muita gente bacana, discutimos vários assuntos espinhosos sem desrespeito. Acertamos, erramos, tropeçamos e o mais importante, crescemos muito junto com o site.

Apesar de continuarmos achando que falta este espaço na internet, não temos mais condições de continuá-lo com a qualidade que faz-se necessária. E, se para o site permanecer no ar, fosse consequência diminuir o esmero, optaríamos por encerrá-lo. E é exatamente o que fazemos agora.

Esperamos que, dentro das possibilidades, o site tenha cumprido bem o seu papel e que os amigos que conquistamos durante a jornada, não percam-se com o tempo. Sempre será fácil achar-nos por aí. Afinal, a internet é grande, mas instantânea. E com certeza projetos paralelos surgirão.

Aproveito este mini-espaço para agradecer todas pessoas que direta ou indiretamente contribuíram para que o NL durasse o tempo que durou. Todos os colunistas, ouvintes, leitores, críticos, amigos e inimigos. Nos perdoem o clichê, mas sem vocês nada faria sentido. Um agradecimento especial é justo aos queridos Gustavo Guanabara e Marcelo Salgado. Estes dois, enquanto muita gente torcia o nariz, apoiaram-nos e acreditaram que não éramos meros aventureiros. Temos certeza que não os decepcionamos. Quem sabe, quando tivermos condições físicas/temporais/humanas/capitalistas (ops, não resisti) voltemos de alguma outra forma.

634 posts, 2.166 comentários, 95 podcasts e 14 colunistas/colaboradores. Este é o inventário quantificável do Negação Lógica, que a partir deste momento, oficialmente, encerra as suas atividades. Mas o legado intangível é também imensurável. Foi bom enquanto durou e só teremos boas recordações de tudo que nos proporcionou.

Até logo!

Raphael Calmeto
São Paulo, 31 de julho de 2013